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Ao invés de atacar Mauro Cid, os advogados de Paulo Sérgio evocaram trecho de depoimento no qual o delator disse que o general temia que Bolsonaro assinasse “uma doideira”.
As alegações empilhadas na defesa de Paulo Sérgio abrem um fosso entre ele e outros dois generais: Braga Netto e Augusto Heleno. A pretexto de negar que seu cliente integrasse a organização criminosa do golpe, os advogados anotaram que Paulo Sergio não foi mencionado no acervo do golpe como integrante do gabinete de crise que se instalaria após a eliminação de Lula, Geraldo Alckmin e Moraes.
Um dos documentos apreendidos pela PF, batizado de Facão Verde Amarelo, previa que a crise pós-golpe seria gerenciada por um gabinete comandado no Planalto pelos generais Heleno (chefia) e Braga Netto (coordenação). A defesa de Paulo Sérgio é insuficiente para tirar o seu pescoço da forca. Mas fornece mais corda para o enforcamento de Bolsonaro e dos companheiros de farda.

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