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Das cinco denúncias apresentadas, apenas em duas delas todos os acusados já se manifestaram. Isso ocorre porque as vezes a Justiça demora para encontrar todos os acusados e comunicá-los da denúncia. Somente após essa comunicação é que começa a contar o prazo para eles se defenderem.
No caso das demais denúncias os prazos para as defesas se manifestarem será na próxima segunda-feira.
O que disseram as defesas de Bolsonaro e dos demais denunciados
Eles negaram envolvimento em trama golpista, criticaram denúncia e pediram pra ser julgados fora do STF. Advogados também pedem que Moraes seja afastado do julgamento uma vez que ele era um dos alvos do plano golpista apontado na denúncia da PGR.
Bolsonaro disse que aceitou derrota e não assinou decreto golpista. Sua defesa ainda questionou a delação de Mauro Cid, usada para embasar a acusação. Braga Netto, por sua vez, classificou a denúncia como “fantasiosa” e “inverossímil”. Augusto Heleno comparou sua situação com a do presidente Lula na Lava Jato para alegar que o STF não é o foro adequado para julgar ele.
Paulo Sérgio Nogueira diz que provas da denúncia mostram que ele seria da ala legalista dos militares e não teria pressionado por golpe. A defesa de Anderson Torres classificou a denúncia como “irresponsável” e “peça de ficção”.
Alexandre Ramagem, por sua vez, disse que estava fora do governo na época da trama golpista. Advogados alegam que ele estava focado em ser eleito deputado federal e que, por isso, não faria sentido ele participar de suposto golpe. Ex-comandante da Marinha, Almir Garnier também negou envolvimento em trama golpista e disse que o fato de ter assinado uma nota a pedido de Bolsonaro não mostra adesão à suposta organização criminosa.
Já a defesa de Mauro Cid reafirmou que a delação dele foi espontânea e sem pressão indevida. Ao STF, advogados de ex-ajudante de ordens pedem que denúncia contra ele seja rejeitada pelo fato de ele ter presenciado eventos criminosos como um funcionário do presidente que tinha obrigação de acompanhar e seguir as ordens de Bolsonaro.

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