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Alcolumbre defende a autorização para pesquisas na Margem Equatorial. Senador pelo Amapá, ele é um dos principais defensores da exploração de petróleo na Margem Equatorial em região de alto-mar próximo a seu estado, o que pode render receitas para os cofres públicos locais. Além dele, parlamentares do Nordeste querem que seus estados sejam beneficiados com a arrecadação da exploração. O potencial petrolífero dessa faixa vai do Amapá ao Rio Grande do Norte.
A autorização representa um passo fundamental para que a companhia obtenha a licença ambiental necessária para avançar com a atividade exploratória de forma responsável e sustentável.
Nota de Davi Alcolumbre sobre a autorização para o plano de limpeza
A Petrobras tenta o licenciamento desde 2020. A estatal recebeu a última negativa do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) em 2023 e desde então, tenta se adequar às exigências do órgão para conseguir liberar a exploração. Entre as condições, está a construção de uma unidade de atendimento ambiental. À época, o Ibama citou um “conjunto de inconsistências técnicas” para negar o pedido, citando supostas falhas no Plano de Proteção à Fauna em casos de acidentes com vazamento de óleo.
A exploração na região é criticada por ambientalistas. Ele citam a proximidade com a floresta Amazônica e com a foz do rio Amazonas, região rica em biodiversidade, além das críticas contra investimentos em combustíveis fósseis, responsáveis pelo aquecimento global e pelas mudanças climáticas.
Em fevereiro deste ano, o presidente Lula defendeu que o Ibama autorize a pesquisa na região. Ele chegou a dizer que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, “jamais será contra” a prospecção de petróleo porque “é uma pessoa inteligente”. As falas vêm em meio à pressão para o Ibama aprovar a licença para a Petrobras explorar uma área sensível na costa do Amapá.

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