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Evento pode ter caráter revisionista. Segundo o ofício, o evento, ao tratar o golpe de 1964 como um “movimento democrático”, pode legitimar práticas que ameaçam a estabilidade institucional e a ordem democrática. A Ouvidoria do MPDFT afirmou que o evento pode ser interpretado como um incentivo a narrativas antidemocráticas, em um contexto de crescente preocupação com atos golpistas no Brasil.
Organizadores têm ligação com militares e apoiadores de Bolsonaro. O documento também cita que muitos dos organizadores e participantes do evento são militares da reserva, alinhados a discursos de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A Procuradoria-Geral da República apresentou, em 18 de fevereiro, denúncia contra Bolsonaro e 33 investigados, incluindo ex-ministros e militares, por crimes de organização criminosa, golpe de Estado e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
O UOL procurou o Clube Militar para comentar sobre o evento. Até a publicação desta matéria, não houve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.

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