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Foi a Lei da Ficha Limpa que manteve Lula fora das eleições em 2018, decisão ratificada pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral por 6 a 1. Ele só recuperou seus direitos políticos quando o STF anulou a sua condenação após a constatação de que o juiz federal e os procuradores da Operação Lava Jato conspiraram pela sua punição, negando a ele um julgamento justo.
Ou seja, mesmo se conseguir o milagre da anistia, o que ainda é algo bem distante hoje, considerando a quantidade de provas que pesa contra ele e seus comparsas militares e civis, há uma segunda barreira.
E vai depender de a Câmara dos Deputados aprovar, o Senado Federal chancelar, o Congresso derrubar o provável veto de Lula e a Procuradoria-Geral da República e o Supremo Tribunal Federal fizerem a egípcia diante de tudo isso.
Claro que muitos políticos adorariam ver a Lei a Ficha Limpa morta e enterrada, mas ainda assim é um passo bem maior que a anistia.
Pois significa, em última instância, a legalização da corrupção política no país. E se isso não tem importância para extremistas, ainda pega mal com a maioria da população.
Após irem às ruas por anistia ao seu líder que tentou transformar o Estado democrático de direito em geleia, os bolsonaristas estão prontos para ir também defender a corrupção vestidos de amarelo CBF?

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