![]()
Gleisi se dirigiu diretamente a Tarcísio. Afirmou que o presidente Lula (PT) disputou seis eleições ao Planalto e “quando não venceu, respeitou o resultado, não tramou golpes nem atacou as instituições”. “Quando foi eleito, mudou o Brasil para melhor (e segue mudando)”, disse. “Não é Lula que tem medo de perder, governador Tarcísio. É Bolsonaro que tem medo da prisão.”
Presidente licenciada do PT, Gleisi tomou posse como ministra das Relações Institucionais na segunda-feira. Ela assumiu a articulação política do governo e é responsável pela ligação entre Planalto e Congresso.
Em outra publicação, a ministra disse que a denúncia contra “os comandantes da tentativa de golpe de estado é contundente”. Bolsonaro é um dos 34 denunciados pela PGR (Procuradoria-Geral da República) pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
Persistir no ataque às instituições e falar em anistia para quem ainda será julgado significa, na prática, confessar a gravidade dos crimes cometidos contra o estado de direito e a democracia. Quem não vacilou em tramar até assassinatos para usurpar o poder não tem credibilidade para subir em palanques e se fazer de vítima.
Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais
O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), declarou que “não haverá anistia”. “O ato convocado pelos golpistas fracassou. Mais uma vez a sociedade brasileira ficou do lado da democracia”, disse.
O ex-ministro da Secretaria de Comunicação Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que o objetivo do ato era “desmoralizar a democracia”. “Lugar de golpista é a lata do lixo da história”, escreveu em uma rede social.

Deixe um comentário