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A ex-candidata a vereadora Brunella Hilton (PSOL), 23, está presa desde 2 de março acusada de vender brigadeiro contendo maconha em São Paulo. Ela era considerada desaparecida pela família, já que não respondia a mãe desde 28 de fevereiro.
O que aconteceu
Brunella foi presa em flagrante enquanto vendia brigadeiros contendo maconha, segundo a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo). Segundo o órgão, Brunella está detida no CDP (Centro de Detenção Provisória) ll Pinheiros.
Foram apreendidas 800 gramas do doce, diz a SSP. Segundo Emílio Figueiredo, advogado do escritório Figueiredo Nemer e Sanches, especializado em casos de cannabis e psicodélicos, o que vale é o peso total, não sendo preciso aferir a quantidade da droga pura.
Ontem, a família de Brunella fez boletim de ocorrência de desaparecimento, ainda segundo a SSP. Em seguida, família foi notificada sobre a detenção, segundo o órgão. Já a mãe de Brunella, Eunice Chagas, disse ao UOL que não foi informada da prisão no momento do registro da ocorrência. Além dela, o advogado da família, Roberto Guastelli, alega que não é possível confirmar a prisão ainda. De acordo com ele, não foi achado nada no registro dela quando o boletim foi feito na delegacia ontem – já que ela está presa desde o dia 2.
Detectou a substância e o que vale é o peso, não precisa aferir a quantidade de substância pura. O segundo artigo da lei de drogas fala que proíbe também o substrato do chocolate com a substância.
Emílio Figueiredo, advogado do escritório Figueiredo Nemer e Sanches, especializado em casos de cannabis e psicodélicos
Relembre o caso
Eunice Chagas, que vive em Minas Gerais, afirmou que não tem sinal dela desde o dia 28 de fevereiro. “Simplesmente parou de mandar fotos. Parou de dar notícias. Parou de postar foto. Um amigo dela me ligou e falou que não conseguia falar com ela. Fui conferir e comecei a me dar conta de que ela desapareceu. Ligo, o telefone não chama. Não atende. Não posta nada”, disse ela ao UOL.
Mãe foi a São Paulo ontem para registrar o boletim de ocorrência. “Ela falou que viria para Coimbra (MG). Ela estava tranquila. Sem problema nenhum. Ela está desaparecida desde 28 de fevereiro.” Sem boletim de ocorrência registrado pelos familiares, a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) não se manifestou.
O companheiro de chapa dela na disputa à Câmara, Agripino Jr. (PSOL), disse ao UOL que eles recebiam ameaças de morte durante a campanha. “Na época que saímos candidatos, em setembro, recebemos ameaças de morte.” Brunella integrou uma candidatura coletiva —da qual também fez parte Agripino e Dicesar Ferreira (PSOL), ex-BBB. A chapa Bancada dos LGBTQIA+ obteve apenas 1.013 votos.

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