Alckmin defende que definição dos juros desconsidere inflação dos alimentos

Custo de energia também deve ser excluído, sugere Alckmin. “Não adianta aumentar juros que não vai baixar o barril do petróleo. Isso é guerra, é geopolítica”, destaca o vice-presidente ao recomendar que as decisões a respeito dos juros sejam focadas “naquilo que pode ter mais efetividade na redução da inflação”.

Ele afirma que modelo atual prejudica o Brasil. Alckmin argumenta que cada elevação de 1 ponto percentual da taxa básica de juros aumenta em R$ 48 bilhões a dívida pública da União.

Inflação

Ministro reconhece malefício da inflação aos mais pobres. “A inflação não é neutra socialmente, ela atinge muito mais o assalariado, que tem reajuste normalmente uma vez por ano, e vê todo mês, todo dia, o salário perder o poder de compra”, afirmou.

Safra e dólar serão favoráveis à redução dos preços. A estimativa de Alckmin considera os impactos relevantes ocasionados pela valorização do dólar e os problemas climáticos que estimularam o aumento da inflação no final do ano passado. “Nós estamos mais otimistas”, garante Alckmin.

O clima melhorou. A gente precisa ficar atento à questão do clima, mas há uma expectativa neste ano de um crescimento da safra de quase 10% do ano passado ainda.
Geraldo Alckmin, vice-presidente da República

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