Deputado do PL se descontrola ao ter entrada barrada em julgamento de trama golpista: ‘Eu sou coronel’


Resumo
O deputado Coronel Meira (PL-PE) tentou dar ‘carteirada’ ao ser barrado no STF durante julgamento de denúncia contra Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe em 2022. O plenário estava lotado, e Meira perdeu o controle ao discutir com a segurança.

O deputado federal Coronel Meira (PL-PE) se descontrolou e tentou dar ‘carteirada’ ao ser barrado de entrar no julgamento da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete aliados por tentativa de golpe.

Meira, que também é coronel da Polícia Militar de Pernambuco, queria acompanhar a sessão de dentro do plenário na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), mas foi vetado. 




Coronel Meira (PL) se exalta ao ser barrado no STF
Coronel Meira (PL) se exalta ao ser barrado no STF

Foto: Reprodução/X

Um vídeo divulgado pelo jornalista William De Lucca no X mostra o parlamentar gritando com agentes que faziam a segurança no local. “Eu sou coronel, sou deputado, tem que me respeitar nessa p*rra. Ou me respeita, ou me respeita”, gritou. 

A justificativa para o deputado ser barrado é que o plenário já estava cheio. Em seguida, ele fala com outros aliados, dizendo que estava um ‘galinheiro lá em cima’. “‘Não, já está lotado’. Vá se f*der, p*rra”, finalizou. 





Deputado se revolta ao ser barrado em julgamento de Bolsonaro sobre golpe de Estado:

O Terra pediu um posicionamento do deputado via e-mail, mas não teve retorno até o momento. O espaço permanece aberto para manifestações. 

Julgamento

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal inicia nesta semana o julgamento da denúncia contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete aliados pela tentativa de golpe de Estado em 2022. Além de Bolsonaro, fazem parte do grupo de denunciados: Alexandre Ramagem, Almir Garnier Santos, Anderson Torres, General Augusto Heleno, Mauro Cid, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Souza Braga Netto.

Caso a acusação seja aceita pelos cinco ministros que integram a primeira turma (Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin), será aberta uma ação penal e os denunciados passarão a réus no tribunal em Brasília. Pela primeira vez é analisada uma denúncia contra um ex-presidente por atentar contra a democracia.

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