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Ficou boiando na atmosfera a sensação de que os interesses de Cid foram mal defendidos. O advogado dele, Cezar Bitencourt, tinha 15 minutos para se manifestar. Usou apenas cinco.
O doutor desperdiçou parte do tempo ao dizer que não desejava senão “destacar a dignidade e a grandeza” do seu cliente. Esbanjou alguns minutos ao sustentar que Cid “cumpriu sua missão com a Justiça”.
Nos segundos finais, o advogado pediu aos ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal que não levem o delator ao banco dos réus. Não será atendido. Pior: ficou entendido que a premiação pretendida pelo delator subiu no telhado.

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