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Na prancheta de Bolsonaro, a hipotética pressão da rua ganhará as redes sociais, dividirá o noticiário e constrangerá a Câmara, forçando seu presidente, Hugo Motta, a pautar a votação do projeto de anistia. O réu cogita também encomendar estudo sobre as chances de reversão da inelegibilidade que lhe foi imposta pela Justiça Eleitoral. De resto, é estimulado por aliados a considerar, no limite, a hipótese de apoiar antes do Natal um presidenciável que se disponha a conceder-lhe um indulto.
A estratégia de Bolsonaro subestima as dificuldades. Inseridos na comitiva de Lula ao Japão, os chefes e ex-chefes do Congresso parecem ter outras prioridades. Assim como a anistia, a recuperação dos direitos políticos e um eventual indulto também seriam submetidos ao filtro do Supremo. Ali, ainda está fresca na memória das togas a decisão judicial que derrubou, por inconstitucional, o indulto que Bolsonaro concedeu ao condenado Daniel Silveira.

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