'Ameaças autoritárias sobrevivem', diz Lula no aniversário do golpe de 64

O presidente Lula falou sobre o aniversário de 61 anos do golpe militar de 1964, completados hoje, e disse que as “ameaças autoritárias sobrevivem”.

O que aconteceu

Presidente afirmou que é preciso seguir “fortes e unidos” contra as ameaças autoritárias. Em publicação no X (antigo Twitter), o petista destacou também que a data simboliza a “importância da democracia”. “Hoje é dia de lembrarmos da importância da democracia, dos direitos humanos e da soberania do povo para escolher nas urnas seus líderes e traçar o seu futuro. E de seguirmos fortes e unidos em sua defesa contra as ameaças autoritárias que, infelizmente, ainda insistem em sobreviver”, escreveu Lula.

Postagem mostra mudança na posição de Lula, que vinha ignorando o 31 de março. Como mostrou reportagem da Folha de S.Paulo, o governo havia decido manter o pacto de silêncio com as Forças Armadas de não comemorar a data nos quartéis e de evitar declarações sobre o tema. No ano passado, o presidente ordenou que fossem cancelados todos os eventos do governo voltados à memória dos 60 anos do golpe militar.

Petista ainda declarou hoje que não existem caminhos fora da democracia para que o país seja “mais justo e menos desigual”. Ainda se referiu ditadura militar como um dos “períodos sombrios” da história brasileira. “Não existe um verdadeiro desenvolvimento inclusivo sem que a voz do povo seja ouvida e respeitada. Não existe justiça sem a garantia de que as instituições sejam sólidas, harmônicas e independentes”, disse.

Nosso povo, com muita luta, superou os períodos sombrios de sua história. Há 40 anos, vivemos em um regime democrático e de liberdades, que se tornou ainda mais forte e vivo com a Constituição Federal de 1988. Esta é uma trajetória que, tenho certeza, continuaremos seguindo. Sem nunca retroceder.
Presidente Lula

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