Fomos surpreendidos mais uma vez com a insistência em oficializar uma carta de renúncia fraudulenta, em meu nome e do vice. Um documento inconstitucional, inválido, seguido da posse imediata e ilegal do presidente da Câmara. Nunca irei renunciar. Foi o povo que me colocou aqui, e só o povo é que tem de me tirar.
Carlos Gonçalves
No último dia 25, o prefeito já havia denunciado na Procuradoria-Geral de Justiça “duas tentativas de autenticação de assinatura em meu nome, sem o meu consentimento, tanto no cartório de Rio Largo, como no cartório de Porto Calvo.”

“Mais uma tentativa de forjar a minha renúncia”, disse ele, em postagem no Instagram. “Estive com o Procurador-Geral de Justiça, Dr. Lean Araújo, no Ministério Público de Alagoas em busca de providências para investigar e punir com a severidade da lei aqueles que querem impedir o desenvolvimento de Rio Largo.”
Mais um episódio da disputa Lira x Calheiros
Depois de se elegerem com apoio do ex-prefeito Gilberto Gonçalves (PP) —que governou a cidade entre 2017 e 2024— Carlos e o vice romperam com ele e se aproximaram do grupo rival, o MDB, da família Calheiros.
Gilberto é um dos principais aliados políticos do grupo comandado pelo deputado federal Arthur Lira (PP), que é o maior adversário do MDB em Alagoas.
O rompimento de Carlos com Gilberto tem gerado problemas políticos para o prefeito, já que os líderes da Câmara são ligados ao ex-prefeito.

Nos últimos dias, Gilberto teria anunciado que estava de posse de uma carta-renúncia do prefeito e do vice, dizendo que ela seria apresentada à Câmara de Vereadores.
Carlos, que é sobrinho da esposa de Gilberto, deve se filiar nos próximos dias ao MDB, segundo confirmou à coluna o presidente do partido em Alagoas, senador Renan Calheiros, que classificou a leitura das cartas como “uma trapaça inominável”.
A coluna tenta contato com o ex-prefeito. O espaço está aberto para manifestação.
Gilberto ficou conhecido nacionalmente quando a PF divulgou um áudio em que ele cobra “dinheiro roubado” da Assembleia Legislativa, em 2008, época em que era deputado estadual. Ele foi investigado pela operação Taturana.

Deixe um comentário