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Espionagem aconteceu meses antes de o governo brasileiro fechar um novo acordo sobre os valores pagos ao Paraguai por energia vendida ao Brasil, em maio de 2024. O agente não explicou se as informações obtidas na ação da Abin foram usadas para favorecer o Brasil na negociação. A PF também apura agora se a operação teve caráter ilegal.
Após a publicação da reportagem, o governo Lula negou participação na operação, que diz ter sido autorizada pelo governo anterior. “A citada operação foi autorizada pelo governo anterior, em junho de 2022, e tornada sem efeito pelo diretor interino da Abin em 27 de março de 2023, tão logo a atual gestão tomou conhecimento do fato. O atual diretor-geral da Abin encontrava-se, naquele momento, em processo de aprovação de seu nome no Senado Federal, e somente assumiu o cargo em 29 de maio de 2023”, disse o Ministério das Relações Exteriores em nota.

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