Atlas: Metade dos brasileiros apoia retaliação contra 'tarifaço' de Trump

Metade dos brasileiros apoiam uma retaliação contra os Estados Unidos pela aplicação de novas tarifas sobre seus principais parceiros comerciais, segundo pesquisa AtlasIntel em conjunto com a Bloomberg divulgada hoje. Donald Trump promete impor a partir de amanhã um aumento de tarifas a importação de diversos países.

O que diz a pesquisa

Quase metade dos brasileiros (49,5%) acha que o governo deve retaliar a medida dos Estados Unidos em impor tarifas mais altas:

  • Governo deve retaliar os Estados Unidos caso sejam impostas tarifas mais altas: 49,5%
  • Governo não deve retaliar os Estados Unidos caso sejam impostas tarifas mais altas: 44,4%

Para quem apoia a reciprocidade do governo brasileiro, o Brasil deveria reforçar relações diplomáticas com rivais dos Estados Unidos, como a China:

  • Aumentar tarifas sobre produtos americanos: 45,2%
  • Reforçar relações diplomáticas e comerciais com rivais dos Estados Unidos, como a China: 44,7%
  • Impor restrições a investimentos norte-americanos: 5%
  • Outra medida: 4,9%
  • Reduzir as reservas de dólar: 0,3%

Contudo, a maioria (53%) não se preocupa com os possíveis aumentos de tarifas pelo governo norte-americano:

  • Não se preocupa com o aumento de tarifas: 53%
  • Se preocupa com o aumento de tarifas: 47%

Boa parte dos entrevistados (46,1%) acredita que as tarifas de Trump não impactarão na economia nacional:

  • Baixo impacto: 46,1%
  • Alto impacto: 37,7%
  • Impacto muito alto: 7,4%
  • Nenhum impacto: 5,9%
  • Não sei: 2,8%

Aumento das tarifas terá impacto na inflação do Brasil, segundo 44,7% dos entrevistados. Para 11,1%, a medida do governo Trump irá reduzir a inflação:

  • Vai aumentar a inflação: 44,7%
  • Não terá impacto na inflação: 32,7%
  • Não sei: 11,5%
  • Vai reduzir a inflação: 11,1%

A pesquisa foi feita com 4.659 brasileiros, em questionário aplicado pela internet. Os dados foram coletados entre os dias 20 e 24 de março, segundo a AtlasIntel. Este levantamento e o de fevereiro tiveram margem de erro de um ponto percentual, enquanto nos anteriores a margem era de dois pontos percentuais, pois foram menos de 4.000 respondentes.

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