'Falta o apoio do Lula', diz Rick Azevedo (PSOL) sobre fim da escala 6 x 1

O vereador Rick Azevedo (PSOL-RJ) disse que o avanço da pauta pelo fim da escala 6×1 está sendo dificultado pela falta de apoio do governo federal e “principalmente do presidente Lula”.

O que disse o vereador

O governo “não apoia esse projeto da forma que deveria”, declarou ao jornal O Globo. A nova proposta de emenda à Constituição visa reduzir a jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas. Apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL), a medida manteria o limite de oito horas diárias, mas alteraria o inciso XIII do artigo 7º da Constituição, que trata do tema.

Não está sendo suficiente. A gente precisa de mais apoio. O que está faltando é a questão do diálogo mesmo. Entendo também que, diante da articulação política, é preciso ter certa maturidade para esperar um pouco, embora eu não seja uma pessoa que tenha muita paciência para que as pessoas possam fazer o básico.

Nesse meio tempo, o governo não apoia a nossa discussão como a gente gostaria. Temos a esperança de que, em algum momento, a gente tenha uma sinalização mais incisiva ao longo deste ano. Falta, principalmente, o apoio do presidente Lula.
Vereador Rick Azevedo, para O Globo

Ganhos para 2026

Rick Azevedo afirma que esse projeto, sendo aprovado, beneficia o governo para as eleições de 2026. Diz que isso será um ganho diante classe trabalhadora, mas para os políticos que estiverem apoiando.

Quando essa pauta for aprovada, na minha perspectiva, o principal ganho que terá que ser parabenizado e frisado será para a classe trabalhadora. Se a gente conseguir essa vitória, vai ser histórico.

Agora, obviamente, que os políticos que ficarem do lado desse projeto também vão ganhar com isso. Até porque a política é isso: quando se faz algo positivo, ganha-se capital eleitoral. E essa questão pode, certamente, beneficiar o governo pensando em 2026.

“Bolsonaristas podem barrar”

O vereador diz que a oposição na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) vai tentar barrar.

Vamos puxar também a opinião pública, porque sabemos que na CCJ tem muitos bolsonaristas que vão tentar barrar essa pauta, com certeza. Eu também tenho ido a Brasília para algumas reuniões técnicas, porque a nossa ideia é firmar grupos de trabalho na Câmara ainda neste semestre, junto à sociedade civil, para que a gente não debata isso somente internamente.

Rick Azevedo diz que suas redes são para expor problemas e ajudar a classe trabalhadora. “Eu sei que, hoje, muitas figuras políticas querem entender como as redes sociais funcionam e como o algoritmo pode trabalhar ao nosso favor, mas acho que o que funciona para mim é que eu não estou ali para fazer malabarismos. Sigo mostrando e expondo os problemas e, automaticamente, a classe trabalhadora se identifica porque eles passaram por esses problemas na pele”.

O vereador critica a forma como a direita conduz as suas redes sociais. “Não adianta vir para o plenário e dizer que defende a família, mas se mostrar contra a diminuição da jornada de trabalho.”

Para esse trato, eu acho que é preciso ter muita cautela, porque eles nos jogam várias iscas para que a gente caia na confusão usada para alimentar o público que os acompanha. A maneira como eu lido com eles na Câmara é a mesma que eu uso nas redes sociais: eu deixo claro que é preciso assumir um dos lados, sendo que o deles não tem os mesmos meios para ajudar as pessoas que eles dizem defender.

Isso porque não adianta vir para o plenário e dizer que defende a família, mas se mostrar contra a diminuição da jornada de trabalho. É preciso olhar para o pai de família para que ele tenha o almoço de domingo com os seus filhos e para a mãe que precisa organizar a sua rotina, que muitas vezes é dupla ou tripla. Eu jogo limpo e, quando você joga a verdade para quem é de mentira, eles acabam se contradizendo.

Fonte


Publicado

em

por

Tags:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *