Sem acordo com EUA, Brasil voltará a exigir visto de americanos; entenda

A medida causou uma queda de R$ 60 milhões na arrecadação do Itamaraty na época, com a emissão dos vistos. Mas foi a ausência de uma reciprocidade que foi criticada.

Os brasileiros, pelo acordo de Bolsonaro, continuavam a enfrentar as exigências e custos para poder viajar.

Com a chegada do governo Lula, houve uma tentativa de negociar. O Brasil queria manter a isenção dos vistos. Mas desde que os demais países facilitassem a situação dos brasileiros. Uma primeira data foi estabelecida em 10 de abril de 2024. Mas Brasília optou por adiar por um ano.

Houve um acordo com o Japão neste sentido. Mas não com os demais países, inclusive durante a gestão de Joe Biden.

O adiamento por um ano da entrada em vigor do documento também tinha como objetivo preparar o sistema de visto eletrônico, chamado e-Visa, para que pudesse funcionar sem qualquer obstáculo.

O que precisará fazer um estrangeiro para obter o visto:

Os procedimentos para os estrangeiros estarão disponíveis no endereço eletrônico: https://brazil.vfsevisa.com.

A nova forma de solicitar o documento e a emissão serão 100% eletrônico. Segundo o governo, isso dispensa o comparecimento do interessado nos consulados brasileiros pelos EUA, Canadá e Austrália.

Não haverá entrevista ou entrega do passaporte para fixação de visto nas páginas do documento.

Se aprovado, o turista receberá o visto por e-mail.

O visto custará US$ 80,90. O valor, porém, é muito inferior ao que os brasileiros pagam para ir aos EUA. Hoje, o visto sai por US$ 185.

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