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O ex-advogado de Jair Bolsonaro (PL) e ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Fabio Wajngarten, defendeu que a direita faça um mea-culpa pelos atos golpistas de 8 de Janeiro.
O que aconteceu
“A direita precisa passar por momentos de reflexão”, disse Wajngarten. “Precisa fazer um mea-culpa sobre o 8 de Janeiro”, acrescentou. As declarações ocorreram em entrevista à CNN.
O advogado disse que é preciso identificar e culpar quem invadiu os prédios dos 3 Poderes. A gente não tem que ter meias palavras para criticar quem invadiu, quem depredou e entrou sem autorização”, afirmou. Por outro lado, ele disse que algumas penas aplicadas aos réus são exageradas.
Os bolsonaristas envolvidos no 8 de Janeiro são julgados pelo STF. O processo da trama golpista, do qual Bolsonaro é réu, também tem ligação com a data. A denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) diz que a tentativa de golpe começou com discursos de Bolsonaro contra o sistema eleitoral, ainda em julho de 2021, e culminou com os atos golpistas de 8 de Janeiro, em 2023.
Wajngarten também defendeu o nome de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para presidente ou vice em 2026. Para ele, com Bolsonaro inelegível, algum outro membro da família deve estar na disputa pela Presidência da República, inclusive Michelle Bolsonaro.
Ele foi demitido do PL após críticas à ex-primeira-dama. Como o UOL mostrou, Michelle ficou irritada com uma conversa na qual Wajngarten e o tenente-coronel Mauro Cid dizem preferir votar em Lula do que nela nas eleições de 2026.
Advogado prestou depoimento à PF ontem. Wajngarten é acusado de abordar familiares de Cid para tentar impedir o andamento da delação, o que ele nega. O ex-assessor deixou a defesa de Bolsonaro no STF em 2024.

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