Integrantes de movimentos sociais de esquerda entraram na sede do banco Itaú BBA, na Avenida Faria Lima, em São Paulo, em protesto pela taxação de super-ricos, nesta manhã.
O que aconteceu
“Chega de mamata” e “Taxação dos super-ricos já!”, mostram cartazes. Segundo os organizadores, compareceram ao ato centenas de militantes da Frente Povo Sem Medo, que reúne movimentos de esquerda. Vídeos nas redes sociais mostram eles entrando no prédio.
Protesto durou cerca de duas horas. Manifestantes entraram no edifício por volta das 9h30 e deixaram o local pouco antes das 11h30, segundo os organizadores.

Manifestação ocorreu no prédio que é considerado o mais caro do Brasil. O imóvel, que abriga a sede do Itaú BBA, foi comprado em dezembro de 2023 pelo Itaú Unibanco, por quase R$ 1,5 bilhão. “(O protesto) Não é somente uma ação simbólica, é uma denúncia clara: os donos do Itaú, que compraram esse prédio por R$ 1,5 bilhão, pagam menos imposto que a maioria esmagadora do nosso povo, que luta para pagar aluguel e comer”, diz nota da frente de esquerda.
Frente Povo Sem Medo afirma que ato busca justiça tributária. Em nota, a frente destaca que defende a “inclusão dos milionários no imposto de renda e do povo no orçamento”.

Protesto também é “recado” ao Congresso Nacional, segundo a Frente. “Basta de proteger os interesses da elite cortando na carne dos trabalhadores. Já passou da hora de taxar os super ricos e isentar quem ganha até R$ 5 mil de imposto de renda”, diz ainda a nota.
O UOL procurou o Itaú. A instituição afirmou que não vai se manifestar se manifestar sobre o assunto.
Ato ocorre em meio a uma crise entre governo Lula e Congresso Nacional após a derrubada do decreto que reajuste o IOF. O discurso de “justiça tributária”, usado pela Frente Povo Sem Medo, ligada a partidos de esquerda como PT e PSOL, é semelhante ao usado pela gestão petista para contrapor o Legislativo diante da perda de popularidade do presidente Lula. Ontem, durante os atos pela Independência da Bahia, Lula segurou um cartaz que dizia “taxação dos super-ricos”.

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