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No passado, quando a ditadura queria subjugar os congressistas, fechava o Congresso. Desde a redemocratização, o sistema sofisticou-se. O Legislativo ora se vendia ora se rendia. Na maioria das vezes, se rendia depois de se vender.
Até o governo FHC, o Planalto comprava governabilidade liberando verbinhas em conta-gotas. Nos seus primeiros mandatos, Lula 1 e Lula 2 remunerou o apoio parlamentar com mensalão e petrolão.
Na gestão Dilma, o Congresso começou a tornar impositivos pagamentos de emendas que eram opcionais. Sob Bolsonaro, o melado passou a escorrer pelo ladrão das emendas secretas.
Hoje, os parlamentares mandam e, sobretudo, demandam em cerca de 25% do pedaço do Orçamento disponível para investimentos.
Nesse contexto, a governabilidade idealizada por Lula já não depende de acertos do presidente da República com os chefes da Câmara e do Senado.
No limite, o apoio às iniciativas do governo depende de acertos com cada um dos 513 deputados e dos 81 senadores. O novo normal é a falência do presidencialismo de coalizão. Algo de profundamente anormal precisaria acontecer para que o país e o orçamento público fossem salvos.

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