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Trump também falou em perseguição. Ele postou na rede Truth Social que “o Brasil está agindo de forma terrível no tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro”. “Eu observei, assim como o mundo, como eles não fizeram nada além de persegui-lo, dia após dia, noite após noite, mês após mês, ano após ano! Ele não é culpado de nada, exceto por ter lutado pelo povo. Conheci Jair Bolsonaro, e ele era um líder forte, que realmente amava seu país – além disso, um negociador muito duro no comércio. Sua eleição foi muito acirrada e, agora, ele está liderando as pesquisas. Isso não é nada mais, nada menos, do que um ataque a um oponente político”, disse.
“O único julgamento que deveria estar acontecendo é o julgamento pelos eleitores do Brasil – isso se chama eleição”, prosseguiu Trump.
A declaração vem no mesmo dia em que Trump lançou uma ameaça contra o Brics e apontou que qualquer país vinculado com as políticas do bloco de economias emergentes será alvo de impostos extras.
O Brasil assumiu a presidência do grupo do Brics, com reuniões no final de semana no Rio de Janeiro.
A declaração de Trump em prol de Bolsonaro não veio com uma sanção, como desejavam os bolsonaristas. Mas foi considerada dentro do Itamaraty como um sinal de alerta do que pode ocorrer, caso o destino do ex-presidente não agrade ao movimento de extrema-direita nos EUA, segundo o colunista Jamil Chade.
Primeiras reações do governo Lula
A ministra da Secretaria e Relações Institucionais, Gleisi Hoffman, foi uma das primeiras autoridades do governo Lula a comentar a postagem de Trump. Segundo a ministra, o presidente dos EUA “está muito equivocado se pensa que pode interferir no processo judicial brasileiro”.
“O tempo em que o Brasil foi subserviente aos EUA foi o tempo de Bolsonaro, que batia continência para sua bandeira e não defendia os interesses nacionais. Hoje ele responde pelos crimes que cometeu contra a democracia e o processo eleitoral no Brasil”, escreveu Gleisi.
A petista ainda rebateu a tese de que há perseguição da Justiça brasileira no processo em que Bolsonaro é réu por tentativa de golpe.
“Não se pode falar em perseguição quando um país soberano cumpre o devido processo legal no estado democrático de direito, que Bolsonaro e seus golpistas tentaram destruir. O presidente dos EUA deveria cuidar de seus próprios problemas, que não são poucos, e respeitar a soberania do Brasil e de nosso Judiciário”.

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