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O ex-ministro Edinho Silva agradeceu o apoio do presidente Lula (PT) e prometeu alinhamento com a pauta do governo, lutando por um “Brasil sem privilégios”, ao ser anunciado como o novo presidente nacional do PT hoje.
O que aconteceu
“Vamos dar todo o apoio ao governo nesse debate onde o governo está conduzindo”, afirmou Edinho sobre a política fiscal do governo. “O presidente Lula está liderando o debate da justiça tributária, de um país que não tenha privilégios e que a justiça tributária seja realidade para a nossa sociedade.”
Ele defendeu a atitude que Lula e o partido têm adotado. Edinho chamou de “reação” a campanha do PT desde que o Congresso derrubou o decreto presidencial que aumentava o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), mas afirmou que não vê contradição entre o Executivo se contrapor à sustação do decreto e ainda assim tentar melhorar o diálogo com o Legislativo.
“Não há problema nenhum de o governo ter posição, não é contraditório de continuar debatendo com o Congresso”, disse. Este tem sido visto como um ponto positivo da comunicação governista, que tem conseguido se contrapor à direita no debate digital com o discurso de taxação dos super-ricos, que Lula encampou no Bahia na semana passada.
Edinho prometeu “retomar pautas históricas” do partido. Em sua fala, ele citou dois destaques: o “tempo de trabalho”, já iniciado no Congresso pelo PSOL no combate à jornada 6×1, e o transporte urbano, com luta pela tarifa zero.
“São bandeiras que o partido tem que debater, porque são bandeiras atuais”, afirmou Edinho. “Um partido que quer continuar sendo um partido representativo da sociedade brasileira, que quer representar os interesses da maioria da sociedade brasileira, tem que atualizar o seu programa valorizando o seu legado.”
Apoiado pelo presidente Lula (PT), Edinho era o favorito ao pleito. Seu principal adversário foi o deputado federal Rui Falcão (PT-SP), que já dirigiu a sigla anteriormente e se lançou como independente. Os petistas históricos Romênio Pereira e Valter Pomar correram por fora.
Em sua fala, ele não deixou o apoio ser esquecido. “Quero também aqui fazer um agradecimento público à confiança do presidente Lula, que eu me empenharei todos os dias para que eu possa honrá-la”, afirmou Edinho, que alçou a reeleição de Lula como a pauta “central” do PT para 2026.
A eleição aconteceu depois de oito anos de gestão de Gleisi Hoffmann. Então líder do PT no Senado, ela assumiu o partido em junho de 2017, em meio à Operação Lava Jato, momento mais delicado da história da sigla. Ela passou o posto temporariamente ao senador Humberto Costa (PT-PE) quando foi nomeada ministra das Relações Institucionais, em março deste ano.

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