Trump passa pano para Bolsonaro só para cutucar Lula por tarifas e big tech

Por enquanto, Brasília não chegou a um consenso com Washington e esse tipo de pressão política aperta o governo Lula. Até porque o norte-americano elogiou Bolsonaro como “um negociador muito duro no comércio”. Ironicamente, foi exatamente o contrário. Jair ficou de joelhos para os EUA em questões como aço e etanol no primeiro governo do republicano a fim de ajudá-lo em sua reeleição.

Ao mesmo tempo, Trump vem deixando claro que não aceita que leis e decisões judiciais de outros países afetem a liberdade das big techs norte-americanas. E que ele está disposto a ir à guerra tarifária contra a União Europeia, o Brasil, a Austrália, o Canadá e qualquer outro país a fim de impedir a regulação dessas empresas.

Diz que faz isso em nome da liberdade de expressão, mas é pelo dinheiro e poder mesmo. Uma de suas empresas chegou a mover uma ação contra Moraes em um tribunal da Flórida devido a uma decisão do ministro sobre o Rumble.

Escreveu Trump: “O Brasil está agindo de forma terrível no tratamento dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Eu observei, assim como o mundo, como eles não fizeram nada além de persegui-lo, dia após dia, noite após noite, mês após mês, ano após ano! Ele não é culpado de nada, exceto por ter lutado pelo povo. Conheci Jair Bolsonaro, e ele era um líder forte, que realmente amava seu país – além disso, um negociador muito duro no comércio. Sua eleição foi muito acirrada e, agora, ele está liderando as pesquisas. Isso não é nada mais, nada menos, do que um ataque a um oponente político”, disse Trump em sua rede social.

“Algo que eu sei muito sobre isso! Isso aconteceu comigo, dez vezes, e agora nosso país é o “mais quente” do mundo! O grande povo do Brasil não vai tolerar o que estão fazendo com seu ex-presidente. Estarei acompanhando de perto a Caça às Bruxas de Jair Bolsonaro, sua família e milhares de seus apoiadores. O único julgamento que deveria estar acontecendo é o julgamento pelos eleitores do Brasil – isso se chama eleição”, afirmou também.

O único julgamento que deveria estar acontecendo é o julgamento pelas instituições do Brasil – isso se chama democracia.

Ao questionar os resultados das eleições em 2020 e incitar seus seguidores a invadir o Congresso norte-americano, em 6 de janeiro de 2021, a fim de impedir a confirmação da vitória de seu adversário, Joe Biden, Donald Trump serviu de inspiração para Jair Bolsonaro questionar o resultados das urnas em 2022 e incitar eus seguidores a invadir o Congresso, o Palácio do Planalto e o STF em 8 de janeiro de 2023. Qualquer semelhança não é mera coincidência.

Mas Trump preocupa-se com ele e seu governo antes de qualquer outra pessoa. Se ele está, neste momento, manifestando-se dessa forma, é por que viu uma oportunidade.

Certas declarações de amor são interesseiras. Mas quem está com autoestima baixa, precisando de carinho, vai abraçar o que foi dito e espalhar aos quatro ventos como se fosse querido e desejado. Daí, reside o erro.

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