Explorar a briga de classes entre ricos e pobres se tornou a única alternativa para Lula e o PT enfrentarem a oposição, afirmou Alexandre Schneider, doutor em Administração Pública e Governo da FGV (Fundação Getúlio Vargas), em entrevista ao UOL News hoje.
Hoje, o PT lança uma nova campanha para divulgar programas sociais e reforçar indicadores do governo Lula. A ação intensifica o movimento nas redes sociais que utiliza o mote “ricos contra pobres”.
Para Lula e o PT, talvez seja a possibilidade de segurar seus eleitores e seu grupo mais próximo que tinha uma série de diferenças e críticas em relação ao governo.
Lula não é um candidato ‘pato manco’ nas eleições. De um lado, ele tem um governo em que perto de 50% não o considera bom, mas ainda tem pouco mais de um terço de pessoas próximas e que o apoiam. Lula precisa juntar essa tropa e é isso o que ele está tentando fazer. Por outro lado, ele precisa garantir a governabilidade e que o governo termine.
Lula não quer cortar orçamento da educação e da saúde porque, para um governo de esquerda, é ir totalmente contra seu ideário. Isso faz sentido. O PT tem uma experiência dramática no segundo governo Dilma, quando flertou com uma política econômica mais liberal que não deu muito certo.
Tentando me colocar nos sapatos do PT e de Lula, a única saída deles é apelar para essa polarização. Por outro lado, o Congresso também apelará e dirá para o governo fazer sua lição de casa. Alexandre Schneider, doutor em Administração Pública e Governo da FGV
Schneider alertou que o governo Lula e seus aliados precisam ser cautelosos ao tratar da luta de classes, uma vez que o tom mais pesado pode trazer ainda mais prejuízos.
Temos um sistema tributário que premia os super ricos no país. Isso é evidente e nem deveria ser uma pauta de esquerda, mas liberal. Para se manter o Estado, é preciso haver justiça tributária de alguma forma. A grande questão é que a eleição já começou. Hoje, o que temos é só uma disputa política e eleitoral.
O governo tem que tomar cuidado quando vai com muita sede ao pote para afastar eventuais possíveis aliados nessa luta que tem à frente dele. Alexandre Schneider, doutor em Administração Pública e Governo da FGV
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