O governo federal revela que tem uma parcela de culpa por não combater a desigualdade no país ao abraçar a campanha de “ricos x pobres”, avaliou o colunista Josias de Souza na edição de hoje do UOL News.
Ontem, o PT lançou uma campanha para divulgar programas sociais e reforçar indicadores do governo Lula, enfatizando como a gestão do petista estaria defendendo os mais pobres.
Em suas primeiras manifestações, Edinho Silva [presidente eleito do PT] fala na manutenção desse mote, mas fala em negociar com os partidos do centrão e acredita que conseguirá trazer algum deles para a campanha do Lula. Eles estão muito confiantes nesta reabilitação e no aumento da popularidade. Essas declarações se confundem um pouco com um certo salto alto.
O debate é politicamente razoável. Não há dúvida de que existe uma injustiça tributária no Brasil. Mas o PT governou o Brasil por 16 anos. De certa maneira, esse discurso que o governo ostenta hoje não deixa de ser uma autocrítica porque não conseguiram fazer isso antes. É muito tempo, o que mostra a dificuldade de levar essa pauta adiante.
Se ficar só no discurso e não avançar minimamente, é preciso ver se isso dará resultado. Lula e seus ministros mais próximos entraram no ringue, assim como o novo líder do PT. Eles não entregaram o jogo em relação ao centrão e querem negociar. Josias de Souza, colunista do UOL
Para Josias, apesar da animação dos aliados de Lula, apenas o discurso de justiça social não será suficiente para assegurar ao presidente boas chances de se reeleger.
Lula não tinha outra alternativa. Ele foi emparedado pelo Congresso Nacional, sofreu uma série de derrotas e precisava reagir. A reação provocou um efeito que deu um certo viço a um polo da disputa de 2026 que estava meio desanimado e deixou muito animados os operadores políticos e o próprio presidente.
Eles viram que a militância do PT respondeu bem a esse mote de ‘ricos contra pobres’. Pela primeira vez neste governo e tiveram uma vitória em relação à oposição nas redes sociais. Nas pesquisas encomendadas pelo Palácio do Planalto, Lula melhorou sua popularidade. Agora é preciso ver se isso é algo consistente.
O Planalto está muito animado. Eles estão equilibrando na corda bamba porque é interessante para Lula manter esse discurso, embora exista dúvida se isso será suficiente para lhe dar competitividade em 2026. De resto, ele tem um ano e meio de mandato pela frente. A campanha é toda baseada no estilhaçamento das relações com o Congresso e o fustiga. Josias de Souza, colunista do UOL
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