24 h depois, Bolsonaro elogia Trump e diz que Brasil se isola do mundo

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reiterou hoje seu “respeito e admiração” pelo governo dos EUA após Donald Trump anunciar tarifa de 50% para produtos brasileiros. Foi sua primeira resposta ao tarifaço americano contra o país.

O que aconteceu

“A medida é resultado direto do afastamento do Brasil dos seus compromissos históricos”, disse Bolsonaro. No X (antigo Twitter), o ex-presidente afirmou que o país está indo contra “a liberdade, o Estado de Direito e os valores que sempre sustentaram nossa relação com o mundo livre”.

“Isso jamais teria acontecido sob o meu governo”, afirmou Bolsonaro. Segundo ele, a suposta perseguição do Poder Judiciário não se limita a ele, mas abrange “milhões de brasileiros que lutam por liberdade e se recusam a viver sob a sombra do autoritarismo”. “O Brasil caminha rapidamente para o isolamento e a vergonha internacional”, disse

Juristas discordam da avaliação do ex-presidente. Consultados pelo UOL, eles afirmaram que o processo do qual Bolsonaro é alvo segue as regras previstas pela lei brasileira e não enxergam indícios de perseguição na forma como a Justiça tem agido.

“A escalada de abusos, censura e perseguição política precisam parar”, concluiu Bolsonaro. Ele pede que os “Poderes que ajam com urgência apresentando medidas para resgatar a normalidade institucional”.

Tarifa foi anunciada ontem

Em uma carta a Lula, Trump informou que a taxação entra em vigor em 1º de agosto. Segundo o americano, a medida se deve aos “insidiosos ataques às eleições livres, e à liberdade de expressão dos americanos (como recentemente ilustrado pela Suprema Corte Brasileira)”.

Hoje mais cedo, filhos do ex-presidente se manifestaram sobre o caso. Em entrevistas, Flávio e Eduardo Bolsonaro defenderam que o Brasil aceite as condições impostas por Trump e que o Supremo Tribunal Federal reduza supostas pressões sobre o Congresso que impediriam a aprovação de uma anistia em favor do grupo político de Bolsonaro.

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