Escritores e personalidades reagem à eleição de Ana Maria Gonçalves na ABL: 'Histórico e justo'

A escritora Ana Maria Gonçalves fez história nesta quinta-feira, 10, como a primeira mulher negra a se tornar imortal na Academia Brasileira de Letras (ABL). A autora de Um Defeito de Cor (Record, 2006) teve ampla maioria na votação – recebeu 30 votos dos 31 acadêmicos.



Ana Maria Gonçalves é a primeira mulher negra a ser eleita imortal na ABL.
Ana Maria Gonçalves é a primeira mulher negra a ser eleita imortal na ABL.

Foto: Ed Viggiani/Estadão / Estadão

Após a escolha, outros escritores e personalidades usaram as redes sociais para repercuti-la. Lilia Schwarcz, também imortal na ABL desde o ano passado, chamou a eleição de “histórica e justa”.

“Uma mulher negra que inaugura uma linhagem na Academia que se pretende diversa, plural e atenta ao passado, ao presente e ao futuro. Foi um passeio. Trinta votos”, escreveu em uma publicação no Instagram. A cantora Zelia Duncan e a também escritora Aline Bei comentaram na postagem com “viva”.

Macaé Evaristo, ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, chamou a atenção ao fato de que Ana é a primeira mulher negra a ter o reconhecimento. “Que a chegada de Ana Maria inaugure um tempo de valorização de escritoras negras nesse espaço”, desejou.

Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, afirmou que a escolha é “uma conquista para a literatura”. “[Uma conquista] para a memória do nosso povo e para esse Brasil que já está mudando: mais justo, mais plural e com a nossa cara”, escreveu em uma publicação no X, antigo Twitter.

*Esta matéria está em atualização

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