'Vassalo', 'incompetência': Haddad e Tarcísio se atacam após ação de Trump

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), trocaram farpas hoje, um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a aplicação de tarifas de importação de 50% sobre todos os produtos brasileiros.

O que aconteceu

“Ou uma pessoa é candidata a presidente, ou é candidato a vassalo”, disse Haddad, em crítica a Tarcísio. Para o ministro, o governador “errou muito” ao responsabilizar Lula pela ação do norte-americano. “Não há espaço no Brasil para vassalagem, desde 1822 isso acabou. Então o que você está fingindo aqui? Ajoelhar diante de uma atitude unilateral, sem nenhum fundamento econômico? Sem nenhum fundamento político?”, declarou o petista, em entrevista ao Canal do Barão, no YouTube.

“Cabe a ele falar menos e trabalhar mais”, rebateu Tarcísio. “Primeiro, ele tem que cuidar da economia. Se ele cuidasse da economia, estaria indo bem”, disse, em entrevista coletiva nesta manhã na capital paulista. O governo precisa “de narrativa para esconder a própria incompetência”, acrescentou.

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Ontem, Trump anunciou que taxará em mais 50% os produtos importados do Brasil pelo que considerou perseguição judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em carta enviada ao presidente Lula (PT), o norte-americano disse que o Brasil está “atacando a democracia e a liberdade de expressão” no julgamento de Bolsonaro pela tentativa de golpe de Estado. Ele também falou que pode reconsiderar a decisão, que começa a valer em 1º de agosto, se o Brasil mudar de posição.

Logo depois, Tarcísio responsabilizou Lula pela ameaça de Trump. “Lula colocou sua ideologia acima da economia, e esse é o resultado”, escreveu ele nas redes sociais.

Presidente Lula disse que não aceitará interferência estrangeira. Ele convocou uma reunião de emergência com ministros e divulgou uma nota, em que reafirmou que o Brasil “é um país soberano com instituições independentes que não aceitará ser tutelado por ninguém“. “O processo judicial contra aqueles que planejaram o golpe de Estado é de competência apenas da Justiça brasileira e, portanto, não está sujeito a nenhum tipo de ingerência ou ameaça que fira a independência das instituições nacionais”, escreveu.

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