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Na quinta, Tarcísio voou a Brasília para se reunir com Jair Bolsonaro; na sexta, tentou se colocar como negociador com a embaixada americana. Nesse período, tentou convencer o STF a liberar o ex-presidente para viajar aos Estados Unidos e negociar com Trump.
Em questão de horas viralizou a foto postada por ele em 20 de janeiro, dia da posse de Trump, colocando o boné escrito MAGA, slogan da campanha do americano.
A postura de Tarcísio na esteira do tarifaço arranhou sua imagem junto ao Supremo, que considera inaceitável qualquer tentativa de interferência nos processos em que julga. Além disso, ao assumir o discurso de perseguição política contra Bolsonaro, Tarcísio diminui seu valor de interlocução com a corte.
Em segundo lugar, o governador deu munição para o governo federal e o PT o colocarem como uma figura que trabalha contra os interesses do Brasil.
Como se não bastasse, ao entrar em guerra de narrativas, Tarcísio arrisca perder votos no interior de São Paulo, o estado que mais exporta para os Estados Unidos.
Por fim, ao tentar atuar como negociador, Tarcísio expôs o racha com Eduardo Bolsonaro. Ambos querem ser o nome apoiado pelo ex-presidente para a chapa presidenciável de 2026. Foi cobrado a se posicionar sobre a principal pauta para a família e chamou a exigência de anistia aos envolvidos no 8 de janeiro de “ponto de vista”.
Nos bastidores da política, a leitura é de que ele deveria ter ficado em silêncio e esperado a situação decantar para não arriscar comprometer uma candidatura garantida à reeleição em São Paulo ou a cabeça da chapa presidenciável de 2026.

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