Resumo
O ministro Alexandre de Moraes repreendeu o advogado Jeffrey Chiquini durante o depoimento de Mauro Cid, destacando a autoridade do STF e indeferindo pedidos da defesa de Filipe Martins.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), repreendeu o advogado Jeffrey Chiquini, que representa Filipe Martins, ex-assessor presidencial, durante o depoimento do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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O advogado questionou Moraes sobre prazos e alguns pedidos feitos pela defesa e que ainda não tinha visto nos autos. Em determinado momento, enquanto respondia, Chiquini passou a interromper Moraes. Foi ai que Moraes rebateu: “Enquanto eu falo, o senhor fica quieto”.
O depoimento, que começou às 14h15, é realizado por videoconferência. Por determinação do ministro, não são permitidas fotos, gravações de áudio e vídeo nem transmissão ao vivo. Contudo, os advogados dos acusados e a imprensa podem acompanhar o depoimento.
Segundo o jornal Valor Econômico, depois de indeferir os pedidos do advogado, o ministro do STF ainda afirmou que a defesa não ditaria “se a PGR deve denunciar seu cliente no núcleo 1, 2 ou 3” e que, se quisesse fazer isso, ele deveria ter feito concurso para a PGR.
Oitiva
Cid foi chamado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) para depor como testemunha de acusação dos réus dos núcleos 2,3 e 4 do processo sobre a trama golpista ocorrida no governo de Jair Bolsonaro.
Por ter assinado acordo de delação premiada com a Polícia Federal (PF), o militar responde ao processo em liberdade, mas é obrigado a prestar os esclarecimentos.

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