Josias: Lula oferece jabuticaba a Trump, mas pode receber abacaxi

O presidente Lula (PT) deveria tratar de sua relação com Donald Trump com mais seriedade, sob risco de sofrer um contragolpe, afirmou o colunista Josias de Souza no UOL News hoje.

Em vídeo divulgado nas redes sociais ontem, Lula brincou com Trump e ofereceu uma jabuticaba ao presidente dos Estados Unidos. O petista disse que quem come a fruta “não fica de mau humor” e “não precisa de briga tarifária”.

O que se espera do presidente brasileiro nesse momento? Tratar a sério algo que representa uma ameaça para os negócios do país. Em um primeiro momento, Lula se portou de forma muito adequada. Depois, injetou mais bom senso ao informar em entrevistas que não responderia ao Trump com 39°C de febre e que adotaria uma decisão ponderada.

Estava indo muito bem. De repente, no final de semana, longe do monitoramento do Sidônio Palmeira [ministro-chefe da Secretaria de Comunicação] e submetido às lentes da Janja, Lula faz essa filmagem dizendo que resolverá o problema oferecendo jabuticaba ao Trump.

É um tipo de gracejo que não orna com a seriedade do momento. Se for nessa direção, Lula, que hoje está premiado pela oposição, corre o risco de transformar vinho em água e limonada em limão. Não é hora de brincadeirinha, mas de tratar o problema com a seriedade que ele requer.

Lula vai bem na gestão do problema. Nessa hora, falar de jabuticaba é impor à conjuntura uma jabuticaba do tamanho de um abacaxi fora de época. Não é hora de tratar desse problema com piadinha. Josias de Souza, colunista do UOL

Para Josias, Lula corre o risco de desperdiçar um momento importante, que lhe deu a oportunidade de recuperar o prestígio que perdeu ao longo do mandato.

Nesse momento, Lula está nadando de braçada. Na semana passada, dissemos que os adversários lhe deram os inimigos que havia pedido a Deus. Um deles é o Tio Sam, que sempre foi utilizado pela esquerda para respirar e sobreviver.

O imperialismo ianque é o adversário com o qual a esquerda sempre se confrontou em uma área de extremo conforto. Lula foi devolvido à região de conforto e não pode exagerar. Josias de Souza, colunista do UOL

Maierovitch: Tarifaço de Trump já é causa perdida na Justiça dos EUA

Donald Trump será derrotado na Justiça dos Estados Unidos caso alguém entre com uma ação contra o tarifaço imposto ao Brasil, explicou o jurista e colunista Wálter Maierovitch.

Nos Estados democráticos, nenhuma lesão a direito pode ser excluída da apreciação da Justiça. É por isso que já se abriu um caminho para que a Justiça se manifeste.

Como foi posto, existe um problema de exorbitância. Trump exorbitou nas suas atribuições de sua competência e fez uma taxação em cima de um país onde, se olharmos a doutrina do mercantilismo e a balança comercial, verifica-se que os EUA têm vantagens muito maiores do que o Brasil.

Partindo daí, vemos que esse tarifaço do Trump já é uma causa perdida na Justiça diante desses fatos. Wálter Maierovitch, colunista do UOL

Assista ao comentário na íntegra:

Josias: Resposta de Barroso a Trump é sóbria, necessária e inútil

Luís Roberto Barroso, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), deu uma resposta em tom adequado a Donald Trump, mas com resultado prático quase nulo, afirmou o colunista Josias de Souza.

Foi uma boa resposta, sóbria. O problema é que ela é, ao mesmo tempo, necessária e inútil. Ela é necessária por injetar lógica a um enredo ilógico inaugurado pelo Trump. É inútil porque a verdade não é matéria-prima que costuma sensibilizar personagens como Trump.

A resposta do ministro Barroso foi muito serena como convém, didática e mostrou o que está acontecendo no Brasil. Não faz nexo o timbre de ordem dada por Trump ao Judiciário brasileiro quando disse em letras garrafais para parar o processo contra Bolsonaro, como se fosse possível tratar o Judiciário de um país democrático como uma república bananeira.

Barroso nem trata Trump de forma desairosa e lhe dedica um respeito que ele não foi capaz de fazer com o Judiciário brasileiro. Disse que não faz sentido essa sanção anunciada por um tradicional parceiro comercial do Brasil. Foi assim que Barroso tratou os EUA, como um país irmão.

Em vez de dizer que Trump mentiu, Barroso disse que ele lidou com uma compreensão imprecisa dos fatos que ocorreram nos últimos anos no Brasil. Deixou muito claro que o que está acontecendo no Supremo respeita o devido processo legal. Estão sendo levadas em conta as provas que estão nos autos, e não a perseguição. Josias de Souza, colunista do UOL

Assista ao comentário na íntegra:

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