Soja opera em queda na bolsa de Chicago

Após três quedas consecutivas, a soja iniciou a quinta-feira (10/7) em nova queda de 0,57%, a US$ 10,0325 por bushel.

Embora as tarifas de 50% impostas ao Brasil pelo presidente Donald Trump afetem menos a bolsa de Chicago que a de Nova York, o movimento provocou uma desvalorização do real frente ao dólar, melhorando a competitividade da soja brasileira, aponta a consultoria Granar.

O valor auxilia as vendas por parte dos produtores brasileiros, que precisam esvaziar os armazéns para a entrada da safrinha de milho.

Além disso, a queda é provocada pela falta de demanda chinesa pela soja da nova safra americana.

O milho oscila, em leve alta de 0,06% na abertura, com os papeis para setembro negociados a US$ 3,9950 por bushel, com as incertezas dos operadores sobre a guerra tarifária americana, uma vez que Trump não estabeleceu acordos concretos com países compradores de grãos às vésperas de uma safra que promete ser recorde.

“O lado paradoxalmente positivo dessa crise é que tamanha fraqueza tornou o milho norte-americano um dos mais baratos para a demanda internacional, que ainda aguarda pela lenta entrada do milho da safrinha brasileira no mercado”, pontua a Granar.

O trigo apresenta uma recuperação parcial dos preços após as recentes quedas na bolsa de Chicago. Os contratos futuros com entrega para setembro operam em alta de 0,73%, a US$ 5,5100 por bushel.

A alta se deve, parcialmente, a compra de oportunidade por parte dos investidores, mas também por fatores climáticos nos Estados Unidos. A lavoura de primavera no norte das Grandes Planícies enfrenta déficit hídrico e requer chuvas mais regulares, enquanto as chuvas previstas pelos próximos dias no sul da região desaceleram o ritmo da colheita de inverno, aponta a consultoria.

As exportações em um ritmo mais lento que o esperado na região do Mar Negro também contribuem para a valorização.

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