Como votou cada deputado na suspensão de mandato de Janones

O Conselho de Ética da Câmara decidiu por ampla maioria suspender por três meses o mandato do deputado federal André Janones (Avante-MG).

O que aconteceu

Foram 15 votos a favor do relatório que pediu a suspensão de Janones e três contra. O suplente de Janones não assume o mandato, mas os funcionários ficam sem receber salário. Veja quem votou a favor:

  • Acácio Favacho (MDB-AP)
  • Albuquerque (Republicanos-RR)
  • Castro Neto (PSD-PI)
  • Delegado Bilynskyj (PL-SP)
  • Domingos Sávio (PL-MG)
  • Fausto Santos Jr. (União-AM)
  • Gustavo Gayer (PL-GO)
  • Gustinho Ribeiro (Republicanos-SE)
  • João Leão (PP-BA)
  • Josenildo (PDT-AP)
  • Julio Arcoverde (PP-PI)
  • Marcos Pollon (PL-MS)
  • Nely Aquino (Podemos-MG)
  • Ricardo Maia (MDB-BA)
  • Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR)

Quem votou contra

  • Chico Alencar (PSOL-RJ)
  • Dimas Gadelha (PT-RJ)
  • Maria do Rosário (PT-RS)

Suspensão foi reduzida. O pedido inicial era de seis meses de suspensão, mas o Conselho de Ética entendeu que a pena deveria ficar em três meses para ser do mesmo tamanho da punição que foi aplicada a Gilvan da Federal (PL-ES). Relator do caso, Fausto Santos Jr. (União-AM) acatou o entendimento.

A punição começa a valer a partir de amanhã. Janones tem direito a recorrer. A legislação estipula prazo de 24 horas para entrar com o recurso pedindo que o plenário da Câmara revise a decisão do Conselho de Ética.

Deputados afirmam que é melhor Janones acatar a pena. A tendência é uma punição mais grave, até cassação, se houver contestação da decisão do Conselho de Ética. O deputado suspenso se viu abandonado, e ninguém da esquerda, direita ou centrão tentou acordo de bastidores para o arquivamento do caso.

Janones foi suspenso por xingar Nikolas enquanto ele discursava
Janones foi suspenso por xingar Nikolas enquanto ele discursava Imagem: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

Ofensas e ironias recorrentes

O ato de quebra de decoro que levou à suspensão de Janones ocorreu no dia em que o presidente Donald Trump, dos EUA, anunciou o tarifaço. Nikolas foi à tribuna discursar e teve a palavra interrompida pelo adversário na política mineira, que gritou termos como “capacho”, vira-latas” e palavrões de caráter homofóbico.

Houve um princípio de confusão, e a Polícia Legislativa precisou intervir. Nikolas ficou em silêncio até os ânimos serenarem. Então ele usou a ironia: “Eu acho que tem algo que une a esquerda e a direita: ninguém gosta do Janones”.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), havia prometido rigor. Em discurso, ele declarou: “Não sou frouxo”. Também prometeu rigor com parlamentares de mau comportamento.

O pedido de suspensão partiu da Mesa Diretora. Trata-se do comando da Câmara dos Deputados e indica que o ultimato de Motta estava sendo cumprido.

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