Preço do café recua em NY, mas tarifas ainda são alerta para o mercado

O mercado do café em Nova York dá uma “pausa” nas preocupações com as tarifas americanas sobre o produto brasileiro, e registrou um dia de preços mais baixos após realizações de lucros por parte dos investidores. Depois da alta de mais de 5% na véspera, os lotes para setembro caíram 1,49% (450 pontos), a US$ 2,9735 a libra-peso, nesta terça-feira (15/7).

De acordo com Renata Eller, da Eller Trading de Café, o grão se desvalorizou em meio a ajustes técnicos. Nas três sessões anteriores, a commodity acumulou alta de 5% na bolsa. Para ela, o café pode continuar subindo.

“Os relatos são de que os estoques de café nos EUA estão quase zerados. Se antecipando às taxas de Trump, muitos correram para resguardar estoques num primeiro momento, por isso tivemos essa subida nas cotações, que ainda tem espaço para avançar nessa direção, talvez chegar até US$ 3,15”, destaca.

Renata acrescenta, ainda, que alguns clientes nos EUA estão “despesperados” para efetuar a compra do café brasileiro. No entanto, como a proposta de taxas de 50% sobre o produto nacional está prevista para vigorar em 1º de agosto, não há tempo hábil para concluir as transações de compra.

O cacau fechou a terça-feira com preços em forte queda na bolsa de Nova York. Os contratos para setembro recuaram 4,86% (403 pontos), para US$ 7.884 a tonelada.

Apesar do ajuste expressivo, não houve mudança drástica nos fundamentos da amêndoa, que está muito mais influenciada por notícias que vem do ambiente macro.

“Os próximos movimentos dos mercados dependerão fortemente dos dados inflacionários americanos e das sinalizações sobre os rumos das taxas de juros nos EUA. Uma inflação abaixo do esperado pode reforçar as apostas em cortes de juros, enquanto um número acima do consenso pode reacender a aversão ao risco e ampliar a volatilidade nos mercados globais”, destaca análise do site Mercado do Cacau.

Suco de laranja

O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) negociado em Nova York segue com preços mais altos, mesmo após elevação de mais de 8% na véspera. Os lotes do produto para setembro avançaram 0,21% (65 pontos), a US$ 3,1450 a libra-peso. O suco acumulou alta de 22% desde o dia 9 de julho, data do anúncio das tarifas americanas sobre as exportações de produtos brasileiros.

O algodão também avançou nesta terça. Os lotes para dezembro fecharam em alta de 0,69% (69 pontos), a 68,59 centavos de dólar a libra-peso.

No mercado do açúcar em Nova York, os papéis para outubro fecharam em alta de 1,60% (26 pontos), cotados a 16,56 centavos de dólar a libra-peso.

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