Ministro de Lula diz que Bolsonaro vai ver 'sol nascer quadrado'

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse hoje que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vai “ver o sol nascer quadrado” após uma eventual condenação pelo STF.

O que aconteceu

Costa criticou o ex-presidente, dizendo que a Bahia não teve ajuda no governo passado. “Construímos e mantivemos [policlínicas], sozinhos, sem ajuda do governo federal passado, daquela coisa que governou o país, que vai ver o sol nascer quadrado logo, logo”, disse ele, durante cerimônia de anúncios do governo na área da saúde em Juazeiro (BA).

PGR (Procuradoria-Geral da República) pede condenação de Bolsonaro por cinco crimes. São eles: liderar organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima, e deterioração de patrimônio tombado.

Além de Bolsonaro, a PGR pediu a condenação de todos os integrantes do núcleo “crucial” da trama golpista. São eles: os ex-ministros Augusto Heleno (GSI), Braga Netto (Casa Civil), Paulo Sérgio Nogueira (Defesa) e Anderson Torres (Justiça), além do ex-comandante da Marinha Almir Garnier, do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) e do tenente-coronel Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

A PGR afirma que o ex-presidente sabia da existência e deu aval à chamada “minuta do golpe”. O decreto trazia medidas para implementar um golpe de Estado no país e não permitir que o presidente Lula, vencedor da disputa de 2022, assumisse o cargo. Ainda segundo a PGR, Bolsonaro tinha conhecimento também do plano “Punhal Verde e Amarelo”, para matar Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Defesa de Bolsonaro diz que ele “repudiou 8 de Janeiro”. O advogado Celso Vilardi também reclamou de falta de acesso à íntegra das provas. Ele declarou que obteve todos os áudios e documentos citados na investigação, mas não teve acesso ao material bruto apreendido pela Polícia Federal. Por isso, Vilardi diz que só teve acesso ao “recorte da acusação” sobre o material, mas que a defesa teria direito a fazer seu próprio recorte.

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