Eduardo mantém defesa a tarifas de Trump: 'Única esperança que nos resta'

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) agradeceu hoje o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por revogar os vistos de ministros do STF e afirmou que “tem muito mais por vir”. Ele também manteve a defesa do tarifaço sobre os produtos brasileiros.

O que aconteceu

“Eu não posso ver meu pai e agora tem autoridade brasileira que não poderá ver seus familiares nos EUA também”, escreveu o deputado em post no X. “De garantido só posso falar uma coisa: tem muito mais por vir!”, completou.

Eduardo também agradeceu “arrogância dos adversários”. Ele relembrou uma notícia de novembro de 2024, de quando os ministros da Corte fizeram piada sobre a possibilidade de serem impedidos de entrar nos EUA após a vitória de Trump. “Enquanto me adjetivavam de chapeiro para baixo, nós fazíamos o improvável. E anotem: este é só o começo”, disse Eduardo, admitindo que trabalhou a favor das sanções.

Após o STF impor medidas cautelares a Bolsonaro, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que revogou o visto de Moraes. A colunista do UOL Mariana Sanches apurou que as sanções seriam contra todos os ministros do STF, menos André Mendonça, Kássio Nunes Marques e Luiz Fux, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e suas respectivas famílias.

Segundo Eduardo, a tarifa de 50% “não é o cenário desejado”, mas é a “única esperança que nos resta”. “Não tenho como criticar o Donald Trump. Lamento que o povo brasileiro inteiro possa a vir pagar essa conta”, disse o parlamentar em entrevista à CNN.

O deputado disse entender a “agonia do produtor, comerciante nacional e trabalhador”, mas manteve a defesa ao tarifaço. No entanto, voltou a dizer-se que seriam preferíveis sanções individuais —como ao ministro do STF, Alexandre de Moraes. “Agora é trabalhar por isso aí, agradeço a Trump por comprar essa briga”, afirmou.

Investigações da PF apontaram que Jair e Eduardo Bolsonaro estariam conspirando para provocar reações hostis dos EUA ao Brasil. Após as apurações, Moraes determinou uma operação contra o ex-presidente e afirmou em sua decisão que o ex-presidente utiliza “negociações espúrias e criminosas com patente obstrução à Justiça e clara finalidade de coagir esta Corte”.

O ministro determinou medidas cautelares contra o ex-presidente como uso da tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com o filho. Moraes ainda citou Machado de Assis ao falar sobre a tentativa de interferência na soberania brasileira. “A soberania nacional é a coisa mais bela do mundo, com a condição de ser soberania e de ser nacional”, escreveu, mencionando trecho de uma crônica do escritor. “A Soberania Nacional não pode, não deve e jamais será vilipendiada, negociada ou extorquida”, reafirmou Moraes no documento.

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