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Agora a direita democrática tem que tomar uma decisão. Ou ela solta a mão do Bolsonaro e da família Bolsonaro e volta com o Executivo e com o Judiciário nesse momento que ele sofre uma agressão dos Estados Unidos e, com isso, cria um polo aternativo política de direita contra o espaço político do Lula, e isso que a gente gostaria de ver. Ou se mantém em uma síndrome de Estocolmo e continua subjugada ao bolsonarismo com o risco, com a entrada do Trump em cena, de arrastar não só a direita mas sim o país inteiro.
Eu acho que a direita brasileira precisa tomar uma posição, espero que ela fique do lado da democracia. É uma decisão simples.
Beto Vasques, professor da FESPSP
Para Beto Vasques, se preferir a família Bolsonaro, a direita irá partir de um cálculo eleitoral mesquinho e prejudicar o país para, em troca, obter os votos de eleitores bolsonaristas.
O presidente Lula pode criticar muitas coisas nele, mas qual é o pedido do Trump? Anistiar o Bolsonaro. Eleitoralmente, o Lula seria o maior beneficiado se o Bolsonaro voltasse ao jogo eleitoral, é o adversário que ele quer. Mesmo assim, o Lula não está caindo nessa tentação e está defendendo o judiciário brasileiro, o Estado brasileiro.
E a direita quando ela não quer soltar a mão do Bolsonaro, qual o cálculo? Eleitoral mesquinho, porque ela quer os votos do eleitor bolsonarista. A direita brasileira democrática tem que decidir: ela prioriza o Brasil ou prioriza seu cálculo eleitoral mesquinho? Espero que ela escolha o lado certo da história.
Beto Vasques, professor da FESPSP

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