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A avaliação é de que Bolsonaro sofreu um prejuízo de imagem na opinião pública no país e agora parte para o “tudo ou nada”. “Ele usa a estratégia nuclear, que é Trump”, alertou um experiente diplomata.
O governo já espera para esta semana ainda novas sanções por parte da Casa Branca contra o Brasil. Mas precisariam de justificativas. Entre as opções está o confisco de bens de autoridades brasileiras e a exclusão do sistema financeiro americano.
A avaliação de membros do governo é de que a tensão instaurada entre Brasil e EUA será de longa duração e que vai dominar a política externa nos próximos meses. Para a diplomacia, não haverá um flexibilização da posição americana, já que as exigências e condições são inviáveis: a anistia para Bolsonaro, algo que o STF não está disposto a adotar.
Do lado do governo, a estratégia é a de hoje evitar dar a impressão de que a escalada da crise esteja sendo manobrada pelo Brasil. Por isso, nenhuma retaliação foi adotada, e nem mesmo a convocação da embaixadora do Brasil em Washington.
Mas não se exclui que, diante de novas medidas, o governo tenha de reagir politicamente, inclusive com a convocação de sua representante na capital americana.
Outro objetivo é o de mostrar à opinião pública que, se há uma escalada, ela parte dos aliados de Bolsonaro e do próprio governo americano.
O estabelecimento entre uma relação orquestrada e teatralizada entre o bolsonarismo e o governo Trump também levantou a suspeita entre agentes dos serviços de inteligência de que haveria uma conexão que vai além apenas da aliança entre as duas famílias, nos EUA e Brasil.
A suspeita é de que o objetivo é inviabilizar o governo Lula nos próximos doze meses, fundamentais para as eleições no segundo semestre de 2026.

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