Josias: Motta e Alcolumbre não estão dispostos a se afundar com Bolsonaro

Se antes acenavam com um alinhamento a Jair Bolsonaro (PL), Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), presidentes da Câmara e do Senado, agora sinalizam que não estão ao lado do ex-presidente, afirmou o colunista Josias de Souza na edição de hoje do UOL News.

Hoje, Motta cancelou a realização de duas reuniões de comissões na Câmara. A decisão frustrou os planos de Bolsonaro e de seus aliados, uma vez que o ex-presidente pretendia utilizar as sessões para enviar recados políticos e juntar seus apoiadores.

Bolsonaro se transformou em um personagem tóxico. Durante as campanhas para as presidências da Câmara e do Senado, Motta e Alcolumbre contemporizaram com o bolsonarismo e venderam a ilusão de que poderiam colocar em votação até uma proposta qualquer sobre anistia.

Gradativamente, à medida em que Bolsonaro foi afundando no buraco que ele próprio cavou, Motta e Alcolumbre foram até a beira do abismo, mas nenhum dos dois parece disposto a pular junto com Bolsonaro.

As medidas cautelares que Moraes impôs a Bolsonaro vieram às vésperas do início do recesso parlamentar. Os bolsonaristas sinalizaram a Alcolumbre a intenção de formular por escrito um pedido para que o recesso fosse suspenso. Alcolumbre avisou: ‘nem façam requerimento porque não o aprovarei’.

Ainda assim, a despeito da negativa de Alcolumbre e do nariz torcido de Motta, a facção bolsonarista no Congresso decidiu levantar por conta própria o recesso. Estão simulando uma agenda inexistente. Quando precisam trabalhar, não trabalham; quando entram em recesso, simulam uma atividade que não deveria existir. Josias de Souza, colunista do UOL

Para Josias, a decisão de Motta deixa claro que as chances de pautas defendidas pelos parlamentares bolsonaristas, como a da anistia aos envolvidos no 8/1, serem colocadas para votação no Congresso são diminutas.

Motta percebeu que o bolsonarismo estava transformando o Congresso em um circo de horrores em pleno recesso, determinou que a pausa fosse respeitada. Não é uma decisão do Motta que impedirá o bolsonarismo de manifestar sua contrariedade.

O que há de positivo nessa explicitação do Motta é o fato de que tudo o que o bolsonarismo está exigindo neste momento parece ter pouca chance de chegar à pauta de votações, tendo em vista o distanciamento tático que Motta e Alcolumbre tomam do bolsonarismo. Pelo menos essas maluquices não chegarão ao plenário.

Já o esperneio de Bolsonaro e de sua facção legislativa continuará. Josias de Souza, colunista do UOL

Maierovitch: Moraes exagera e erra ao envolver terceiros no caso Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes passou do ponto ao envolver terceiros e ameaçar prender Jair Bolsonaro caso o ex-presidente não se explique por possíveis violações a medidas cautelares, analisou o jurista e colunista Wálter Maierovitch.

Moraes vê que o instrumento para desestabilizar [a soberania do país] se dá, em especial, via redes sociais pelos imputados. Ele enxergou que precisava colocar um aumento, e aí ele erra em cheio e exagera porque envolve terceiros que não estão no tipo penal e nem como suspeitos no inquérito.

E quem são esses terceiros? Ele deixa aberto. Terceiros que apanham isso para informar não estão, evidentemente, com o objetivo de desestabilizar o país, ao contrário do que faz Bolsonaro e o filho.

Houve exagero ao esticar essa cautela a pessoas indeterminadas, que podem estar em qualquer parte do mundo. Wálter Maierovitch, colunista do UOL

Assista ao comentário na íntegra:

Sakamoto: Bolsonaro estica a corda, mas Moraes não quer um ‘mito’ mártir

Jair Bolsonaro dá a impressão de querer testar a paciência do STF , mas o ministro Alexandre de Moraes evita transformar o ex-presidente em mártir com um eventual pedido de prisão preventiva, analisou o colunista Leonardo Sakamoto.

Por conta das ações tanto de Bolsonaro quanto do seu filho Eduardo no intuito de criar uma obstrução à investigação, embaraço da Justiça e ataques à soberania, uma vez que o conluio entre o clã Bolsonaro e Donald Trump ameaça o Brasil com tarifaço, desemprego e perda de renda, houve medidas cautelares como a tornozeleira.

Muitos juristas disseram que caberia uma [prisão] preventiva e o Supremo, especialmente Moraes, preferiu não. A impressão que temos é que o ministro não quer criar um mártir na figura de Bolsonaro junto aos seus apoiadores com uma prisão antes de uma condenação. Lula foi preso depois da condenação, ficando na cadeia por 580 dias.

O cálculo de Moraes provavelmente é esse para evitar essa política do mimimi e que Bolsonaro cavalgue na vitimização. Contudo, há um limite. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL

Assista ao comentário na íntegra:

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