Oposição abre comissões na Câmara durante o recesso para defender Bolsonaro de Moraes

Na Comissão de Relações Exteriores, há dois requerimentos: um do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), e outro do deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES), vice-líder da oposição.

Sóstenes disse que apresentou o requerimento porque Bolsonaro “recuperou o país da tragédia ao longo de 14 anos de gestões petistas.” Ele então elenca 16 feitos “faraônicos” do ex-presidente.

Ainda há uma indefinição até mesmo por onde seria feita a sessão. O corredor das comissões da Câmara está passando por obras durante essas duas semanas de recesso. A Comissão de Segurança já conseguiu agendar uma sala – já a de Relações Exteriores não definiu uma sala.

Deputados bolsonaristas vieram a Brasília nesta semana mesmo após o início do recesso parlamentar —-ocorrido no último dia 17—-para discutir com o ex-presidente reações ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou medidas restritivas a Bolsonaro.

A estratégia inicial consistia em pedir a retomada da atividade legislativa na Câmara e no Senado Federal. O pleito acabou frustrado após Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente, decidirem por manter o recesso de duas semanas.

Como alternativa, foi pensada essa sessão emergencial nas duas comissões e a formação de comissões para discutir estratégias de comunicação e organizar manifestações.

Após o recesso, no Senado, o plano é colocar em pauta o impeachment de Moraes; na Câmara, o objetivo é aprovar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) do fim do foro privilegiado e a anistia aos presos do 8 de Janeiro.

Como mostrou o Estadão, a estratégia de votar moções de louvor já é costumeira nos dois colegiados. Dados mostram que a Comissão de Segurança Pública dedicou, entre 2023 e 2025, um terço de propostas votadas para louvar ou elogiar alguém.

O presidente da comissão de Segurança, Paulo Bilynskyj (PL-SP) disse que o colegiado é “referência entre os colegiados da Casa” e a aprovação de requerimentos e moções é “um instrumento legítimo e essencial para que parlamentares se posicionem oficialmente sobre temas relevantes para o país”.

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