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O presidente Lula (PT) telefonou hoje para a presidente do México, Claudia Sheinbaum, para falar sobre as relações econômicas entre os países.
O que aconteceu
Segundo o Planalto, Lula ressaltou a importância de aprofundar as relações econômicas e comerciais entre os dois países, “principalmente diante do atual momento de incertezas”. A conversa ocorre em meio ao tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump —a nota, no entanto, não o cita nominalmente e tem tom ameno sobre o tema, sem falar das novas tarifas.
No telefonema, foi combinado que o vice-presidente Geraldo Alckmin visitará o México nos dias 27 e 28 de agosto. Ele irá acompanhado de uma delegação de empresários e de outros ministros brasileiros.
Lula propôs o início de negociações para ampliar acordo comercial entre os dois países. “A presidenta Claudia e o presidente Lula destacaram os setores da indústria farmacêutica, agropecuária, de etanol, biodiesel, aeroespacial, bem como de inovação e educação como áreas estratégicas na relação bilateral”, informou o Planalto em nota.
Tarifas de 50% sobre produtos brasileiros entram em vigor em 1º de agosto. Segundo a Folha de S. Paulo, americanos sinalizaram ao governo brasileiro que as tratativas só devem caminhar a partir de uma autorização do presidente Donald Trump para a abertura de canal oficial de diálogo.
Brasil propôs excluir do tarifaço os setores mais sensíveis ao aumento da taxação. Entre eles estão: aço, alumínio, pescados, fruta, carne, suco de laranja, e a Embraer.
A sobretaxa foi anunciada por Trump em 9 de julho, em uma carta ao governo brasileiro, publicada nas redes sociais. Ele citou como motivação o que chamou de “caça às bruxas” da Justiça brasileira contra Jair Bolsonaro, que é réu no STF por tentativa de golpe de Estado.
Tarifas contra o México
Trump ameaçou impor uma tarifa de 30% sobre as importações do México a partir de 1º de agosto. O presidente afirmou que o principal parceiro comercial dos Estados Unidos não havia feito o suficiente para deter os cartéis de drogas, culpando o México pela “crise do fentanil”.
Sheinbaum rebateu Trump, dizendo que ele “precisa de mais informações” sobre a luta antidrogas no país. Ela também acrescentou que os Estados Unidos devem reconhecer o “grave problema de dependência de drogas entre os jovens”.
México poderá adotar medidas se acordo sobre novas tarifas não for alcançado. “Se não chegarmos a um acordo em 1º de agosto, informaremos sobre outras ações”, disse Sheinbaum.
*Com informações da Reuters

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