O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi sensato ao descartar a prisão preventiva de Jair Bolsonaro (PL), analisou o colunista Josias de Souza na edição de hoje do UOL News.
Moraes respondeu à manifestação da defesa do ex-presidente e descartou prendê-lo neste momento. O ministro do STF afirmou que Bolsonaro burlou as regras da medida cautelar, mas que a atitude foi “uma irregularidade isolada”.
Podemos ler a resposta de Moraes como a de alguém que, emparedado por conta de uma obscuridade da decisão anterior, agiu com bom senso. Mandar prender Bolsonaro nesse momento ou lhe impor algum tipo de cautelar que fosse confundida com censura seria o mesmo que presentear um réu, que está às vésperas de uma condenação, com o papel de coitadinho.
É preciso constatar que essa decisão veio em um ritmo diferente do que costuma ser empregado por Moraes. Ele é muito rápido na caneta, mas neste caso foi mais comedido e refletiu mais. Houve discussões nos bastidores do STF e ali soaram muitas vozes nessa direção. Era preciso manter o que foi adotado.
A comunidade jurídica aplaudiu, em sua maioria, as decisões tomadas por Moraes e referendadas pela Primeira Turma do Supremo e que impuseram a Bolsonaro uma série de restrições. Qualquer tentativa de cercear entrevista, impondo responsabilidade direta sobre algo que é incontrolável como o conteúdo de redes sociais alheias seria um tiro de bazuca no pé. Teria um efeito inverso. Josias de Souza, colunista do UOL
Josias frisou que Moraes evitou fornecer a Bolsonaro elementos que reforçariam o discurso dos apoiadores do ex-presidente de que ele sofre uma perseguição política.
Restaria a impressão de que Moraes converteria algo necessário em excessivo. O ministro agiu com ponderação, ouviu quem estava ao seu redor e produziu uma decisão sensata, que pode ser considerada como um esforço, mesmo a contragosto e com elementos suficientes até para a decretação de uma prisão preventiva.
Moraes agiu com muito bom senso e evita presentear Bolsonaro com esse papel de vítima, que ele desejava e estava buscando neste momento com a coreografia que executou na Câmara. Josias de Souza, colunista do UOL
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