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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse hoje que mais de 10 mil empresas brasileiras podem ser diretamente afetadas pela tarifa de 50% determinada aos produtos brasileiros importados pelos Estados Unidos. A afirmação foi durante uma entrevista à rádio Itatiaia.
O que aconteceu
Pelo menos 10 mil empresas podem ser diretamente afetadas pelo tarifaço. A estimativa feita pelo ministro considera a possível consequência se a tarifa começar a valer de fato em 1 de agosto. “Os 340 milhões de americanos também serão afetados, porque vão pagar mais caro pelo café, suco de laranja, carne”, disse.
Número coincide com estimativa feita pela Amcham Brasil. A Câmara Americana de Comércio para o Brasil também avalia que o tarifaço pode ser prejudicial para os americanos, que vão enfrentar aumento de preços em diversos produtos. Um estudo feito pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) aponta que os EUA podem registrar queda de até 0,37% por causa das barreiras tarifárias —não apenas contra o Brasil.
Vias de negociação ainda estão entre técnicos. Haddad disse que não houve uma conversa oficial entre secretários de estado com os EUA, e voltou a culpar a direita por “impedir” o início das conversas. “Pra negociar, é preciso sentar à mesa, sem interlocução não é possível”, afirmou.
Governo estuda plano de contingência à tarifa, inclusive linhas de crédito. Haddad afirmou que o planejamento será apresentado ao presidente Lula (PT) na próxima semana. Hoje, ministros que fazem parte do comitê criado para avaliar o tarifaço receberam um relatório com todos os possíveis prejuízos.

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