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A defesa do general Mario Fernandes negou que ele tenha confessado que tinha um plano para assassinar o presidente Lula (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro do STF Alexandre de Moraes.
O que aconteceu
Defesa divulgou nota hoje, um dia depois do depoimento do general. Segundo os advogados, ele “jamais confessou qualquer crime, sobretudo, que tenha planejado matar quem quer que seja”.
Ao STF, o general admitiu que foi autor do arquivo Punhal Verde e Amarelo. Ele afirmou que o documento encontrado pela PF era “um pensamento que foi digitalizado”. “Uma análise de riscos. Por um costume próprio, decidi, inadvertidamente, digitalizar. Não foi mostrado a ninguém. Não foi compartilhado com ninguém”, alegou.
Apesar de confirmar a existência do arquivo, a defesa reforçou que o documento não foi apresentado e muito menos debatido com outros acusados. Disse ainda que o interrogatório foi “esclarecedor” e que o réu não foi indagado sobre o plano de atentar contra a vida de alguém.
Os advogados também afirmaram que leitura do Exército está equivocada. Reportagem da colunista do UOL Carla Araújo mostrou que o depoimento de Mario Fernandes foi visto por integrantes das Forças Armadas como uma confissão e “estratégia suicida”.
Punhal Verde e Amarelo
Para a PF, o plano Punhal Verde Amarelo “continha um verdadeiro planejamento com características terroristas”. Segundo a investigação, o documento previa “uso de químicos para causar um colapso orgânico” de Lula.
Uso de “artefato explosivo” para matar Moraes era previsto no plano. Outra possibilidade era assassinar o ministro do Supremo Tribunal Federal por meio de envenenamento em evento oficial público, de acordo com investigação.
Documento descrevia uso de armamento pesado. Pistolas, fuzis, metralhadoras e até um lança-granadas estavam entre os itens que, segundo a Polícia Federal, poderiam ser usados na execução do plano.
Plano foi impresso duas vezes no Palácio do Planalto. De acordo com a PF, as impressões aconteceram nos dias 9 de novembro e 6 de dezembro de 2022, após o ex-presidente Bolsonaro ser derrotado por Lula nas eleições realizadas em outubro daquele ano.

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