
Acampamentos são proibidos na praça, que foi invadida nos ataques antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. O receio do governo do DF era de que a ação de Hélio, somada ao aceno de apoio de outros parlamentares bolsonaristas, pudesse criar ambiente para outro ataque à democracia.
“Ditadura, mil vezes ditadura”, disse Hélio em publicação nesta madrugada. Ele não se posicionou oficialmente sobre a sua saída do local até o momento. Um dos motivos para seu protesto no local eram as medidas judiciais impostas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro. Bolsonaro afirmou que passaria por perto do protesto, mas que não pararia no local para não “politizar” a situação.
Entenda
Hélio estava com um esparadrapo na boca alegando que no país não há liberdade de expressão. Em publicação nas redes sociais, ele disse que protestava contra o “inconformismo com o silêncio forçado que se abateu sobre lideranças políticas no Brasil”.
O deputado publicou nas redes sociais uma carta aberta em que diz que o Brasil “não é mais uma democracia”. “Não estou aqui para provocar. Estou aqui para demonstrar a minha indignação com essas covardias. Não estou incentivando ninguém a fazer o mesmo”, disse.
Ele se manteve calado ao ser questionado por repórteres que estavam no local. Com a Bíblia em mãos, o deputado lia o capítulo de Provérbios, do Velho Testamento.
Apesar de declarar-se em silêncio, a conta do parlamentar nas redes sociais continuaram ativas e, por lá, ele se manifestava. “Muito obrigado pelas mensagens de carinho. Mesmo em silêncio, tenho sentido cada palavra, cada oração e cada apoio que chega de todos os cantos do Brasil”, escreveu em sua conta o X.
Outro deputado federal se uniu ao protesto. Coronel Chrisóstomo (PL-RO), foi o primeiro parlamentar a passar pelo local. Ele deu um abraço no deputado e disse que acamparia ao lado de Lopes. Após a retirada de Hélio, ele usou as redes sociais para se manifestar: “Ameaçaram nos prender”, disse.
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