Eduardo ironiza críticas de ministros do STF: 'Estou sendo homenageado'

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ironizou as críticas e afirmou que foi “muito homenageado” durante a sessão de hoje no STF (Supremo Tribunal Federal).

O que aconteceu

“Os ministros do STF, falando dessa maneira elogiosa comigo, só estão aumentando a minha moral”, disse Eduardo. Ele deu entrevista ao canal Conversa Timeline, que tem como apresentador o blogueiro Allan dos Santos, foragido da Justiça brasileira.

Durante a sessão no STF, Alexandre de Moraes afirmou que brasileiros “pseudopatriotas” estão escondidos fora do Brasil. Ele também disse que o “golpismo é o mesmo”, comparando o 8 de Janeiro às medidas para sobretaxar o Brasil como retaliação ao processo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Gilmar Mendes também se referiu a Eduardo. “Não é segredo a ninguém que os ataques à nossa soberania foram estimulados por radicais inconformados com a derrota política do seu grupo nas últimas eleições presidenciais. Entre eles um deputado que, na linha de frente do entreguismo, fugiu do país para covardemente difundir aleivosias contra o STF, um verdadeiro ato de lesa-pátria.”

Na entrevista, Eduardo voltou a chantagear autoridades brasileiras. Ele se colocou “à disposição” para negociar a retomada dos vistos dos ministros para os EUA, com a condição da aprovação da anistia no Congresso. Também pediu que a Corte pare de “abrir inquéritos para perseguir os outros” e de congelar contas bancárias.

O filho do ex-presidente trabalha a favor de sanções e punições ao Brasil. Ele assumiu que articulou para as medidas recentes dos EUA contra o STF, como a restrição de vistos e a aplicação da Magnitsky. Também defendeu a sobretaxa de 50% aplicada ao Brasil.

Deputado é alvo de inquérito por atentado à soberania. Ele é investigado por coação no curso do processo e obstrução de investigação devido à tentativa de atrapalhar a ação penal sobre a trama golpista, na qual Bolsonaro é réu.

Ele também pode perder o mandato nos próximos meses, se ultrapassar o limite de faltas na Câmara. O período de licença parlamentar terminou, e as faltas de Eduardo vão começar a ser contabilizadas na semana que vem, com o fim do recesso. Ele também é alvo de pedidos de cassação. Apesar de estar nos Estados Unidos, ele continua recebendo salário da Câmara.

Nas redes sociais, o filho do ex-presidente subiu o tom até mesmo contra aliados. Ele atacou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), por ter se reunido com empresários para discutir soluções para o tarifaço. Também criticou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) por não ter dado apoio suficiente para suas ações nos EUA.

Como o UOL mostrou, a postura de Eduardo desidratou sua credibilidade entre políticos. Membros do centrão e parlamentares ligados ao agronegócio avaliam que o projeto de concorrer à Presidência da República no ano que vem naufragou. Na visão deles, negócios e empregos estão ameaçados por causa do lobby feito pelo deputado nos EUA para livrar o pai de uma condenação.

Maioria dos brasileiros é contra o tarifaço. Segundo pesquisa Datafolha, 57% consideram que Donald Trump errou ao pressionar contra fim do julgamento de Bolsonaro na carta em que anunciou as tarifas de 50%.

Essas decisões são reversíveis. A Lei Magnitsky nem tanto, mas para os vistos pode ocorrer volta. Eu coloco meu serviço à disposição para reverter essa questão dos vistos para os sancionados (…) Com a condição de que o Congresso aprove a anistia e o STF pare de abrir inquéritos para perseguir os outros, de congelar contas bancárias.

A deterioração do Moraes vai refletir em todo o Judiciário brasileiro. Deputado Eduardo Bolsonaro

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