Marfrig e BRF não são afetadas por tarifaço, diz executivo

O tarifaço não afeta as vendas da Marfrig e da BRF, afirmou Paulo Pianez, diretor de sustentabilidade da Marfrig e da BRF, a jornalistas após evento promovido pelo Cubo, do Itaú, dentro da São Paulo Climate Week. A Marfrig é controladora da National Beef, uma das maiores processadoras de carne bovina dos Estados Unidos.

Leia também

Segundo o executivo, as tarifas “obviamente” impactam o setor de carne bovina de forma geral, mas não as operações da companhia. Segundo Pianez, a solução para o tarifaço precisa passar pela abertura de novos mercados.

Lei antidesmatamento

Durante o evento do Cubo, Pianez afirmou que Marfrig e a BRF estão preparadas para cumprir com as exigências da lei antidesmatamento da União Europeia (EUDR, na sigla em inglês) e já vendem produtos para a Europa seguindo a regra do bloco.

Segundo ele, a Marfrig já está vendendo produtos para empresas processadoras de carne do Reino Unido que estão exigindo o cumprimento da mesma regra da EUDR, embora o país não esteja mais na União Europeia (UE).

Pela EUDR, os importadores do bloco não poderão mais comprar commodities agrícolas oriundas de áreas desmatadas após 2020.

“Independentemente da região, nós já estamos operando e testando formas de fazer o compliance”, afirmou Pianez. O executivo afirmou ainda que a China também já sinalizou que pretende fazer exigências ambientais aos seus fornecedores. “O compliance para eles também é importante”, disse.

Pianez disse ainda que a Marfrig pretende representar suas metas de neutralização de emissões de carbono (“net zero”) à Science-Based Targets iniciativa (SBTi) para incorporar a nova metodologia de emissões de Florestas, Terra e Agricultura (FLAC, na sigla em inglês), mas que ainda aguarda a uma redefinição desta metodologia.

Segundo o executivo, a metodologia FLAC foi elaborada tomando-se como parâmetro as práticas sustentáveis da pecuária de climas temperados, como a redução da idade dos animais prontos para abate, melhorias na fase de terminação e a redução do rebanho – o que, segundo ele, “não é possível”.

Para Pianez, a SBTi precisa incorporar à metodologia FLAC práticas sustentáveis da pecuária em clima tropical, como a integração de sistemas produtivos e o manejo de pastagens. Ele aposta no trabalho da Embrapa junto à SBTi para a mudança da metodologia.

Fonte


Publicado

em

por

Tags:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *