Os contratos futuros de soja abriram o pregão desta segunda-feira (22/9) em queda de 1,49%, cotados a US$ 10,1025 por bushel nos papéis com vencimento em novembro na Bolsa de Chicago.
O movimento amplia as perdas registradas na última sexta-feira (19/9), influenciadas pela falta de avanços nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China.
A pressão sobre os preços da oleaginosa se intensificou nesta segunda-feira. O governo da Argentina anunciou a suspensão temporária, até 31 de outubro, das retenciones (impostos de exportação) sobre grãos e seus derivados. A medida vale para produtos como soja, milho, trigo e girassol, e tem como objetivo estimular as exportações e aumentar o ingresso de divisas no Banco Central, que enfrenta dificuldades para recompor suas reservas cambiais.
A decisão argentina também repercutiu nos mercados de milho e trigo. Os contratos de milho, que fecharam estáveis na sexta-feira, apresentam queda de 1,18% nesta segunda-feira, a US$ 4,1900 por bushel nos papéis para dezembro.
As cotações são pressionadas tanto pelo anúncio argentino quanto pelo avanço da colheita nos Estados Unidos. Apesar de sinais de produtividade ligeiramente abaixo do esperado em algumas áreas, a perspectiva de uma safra recorde mantém o viés de baixa. A previsão de chuvas significativas nos próximos dias no cinturão agrícola norte-americano pode, contudo, desacelerar o ritmo das colheitas.
No mercado de trigo, os contratos com vencimento em dezembro operam em baixa de 1,29%, cotados a US$ 5,1575 por bushel. O produto, que até então era tributado em 9,5% na Argentina, também foi beneficiado pela suspensão temporária do imposto de exportação. A medida ocorre às vésperas do início da colheita 2025/26 no país, prevista para começar em outubro nas regiões mais precoces. Isso ocorre em um contexto de alta oferta global e de uma demanda que atua com cautela, segundo a consultoria argentina Granar.

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