A cooperativa Suinco, com sede em Patos de Minas (MG), conseguiu abertura para dois novos mercados nos últimos 12 meses e espera aumentar em pelo menos 50% as exportações de carne suína em 2025 em relação ao ano passado, quando embarcou 1.173 toneladas.
No primeiro semestre deste ano, a cooperativa exportou 1,2 mil toneladas de carne suína, mais que o exportado no ano todo de 2024. O crescimento foi impulsionado por vendas para Argentina, Uruguai, Hong Kong, Singapura, Filipinas e Cuba.
O desempenho é mais acelerado que média no Brasil. De janeiro a agosto, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil exportou 970,3 mil toneladas de carne suína, 11,5% a mais do que no mesmo intervalo de 2024. Para o ano, a entidade projeta aumento de 7,2% nos embarques, para 1,45 milhão de toneladas. A produção brasileira deve aumentar 2,2%, para 5,42 milhões de toneladas.
“A gente já vinha crescendo 20% ao ano. Este ano a gente espera chegar a uma exportação pelo menos 50% maior, devido aos mercados que estão se abrindo para nós. No fim do ano passado a cooperativa conseguiu a abertura para Filipinas. Em agosto, conseguiu licença para exportar para África do Sul. Também começou a vender para a França. A gente espera abrir mais mercados, como Indonésia e México”, afirmou Ricardo Abreu, agente de exportação da Suinco.
A primeira remessa para a África do Sul está prevista para dezembro. “A África do Sul é um importante parceiro comercial do Brasil no âmbito dos BRICS e se destaca como um mercado em crescimento para proteína suína”, observou Weber Vaz de Melo, diretor-geral de operações da Suinco.
Abreu observou que cada região importa partes diferentes. China e Hong Kong, por exemplo, importam mais miúdos, orelha, pé e estômago de suínos. Singapura, África do Sul e Filipinas compra mais costela, lombo, sobrepaleta e outros cortes. Os demais países da África compram mais miúdos e ossos. Atualmente, a cooperativa exporta para 20 países.
“Pretendemos começar a exportar industrializados, como presunto, bacon, embutidos e cortes temperados. Isso ajuda muito a agregar valor”, disse Abreu.
Segundo a Suinco, o aumento acelerado nos embarques é reflexo da abertura de mercados e do investimento de R$ 110 milhões para automatizar e ampliar a produção. O aporte foi iniciado em 2022 e concluído este ano. Com isso, a capacidade de abate sobe de 2,2 mil cabeças por dia para 3,75 mil.
Atualmente, em torno de 10% do volume de carne produzia pela cooperativa é exportada.
A cooperativa possui 50 cooperados, com plantéis que variam de 500 a até 10 mil matrizes. O portfólio é composto por cortes frescos e industrializados de carne suína. O portfólio atual inclui cortes in natura, produtos temperados, linguiças, bacon, presuntos, salgados e fatiados como copa e lombo curado, além de snacks como torresmo e novidades em desenvolvimento.
A Suinco fechou 2024 com faturamento de aproximadamente R$ 900 milhões e tem previsão de bater R$ 1 bilhão este ano.

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