Tradings chinesas compraram dez carregamentos de soja argentina, depois que o governo de Javier Milei suspendeu as taxas de exportação (retenciones).
Isentos desses impostos, os produtores de soja colherão, em pesos, um adicional de 25% para cada dólar recebido em receita. Isso também ajuda a aumentar seu apelo em comparação com os suprimentos dos EUA, que atualmente estão sujeitos a tarifas de mais de 20% em meio às tensões comerciais entre Pequim e Washington.
Segundo as agências internacionais Bloomberg e Reuters, os embarques — todos navios do tamanho Panamax, com 65 mil toneladas cada — estão programados para serem carregados em novembro, disseram pessoas que pediram para não serem identificadas. Eles foram vendidos com um prêmio de mais de US$ 2 por bushel em relação ao contrato de novembro da bolsa de Chicago, que atualmente está sendo negociado a cerca de US$ 10,05 o bushel.
Os compradores chineses estão correndo para aproveitar a redução surpreendente de Buenos Aires nas taxas de exportação de soja, afastando ainda mais a demanda dos produtores americanos, que geralmente dominam as vendas para o país asiático neste momento da temporada.
Pela primeira vez desde pelo menos a década de 1990, a China não comprou nenhuma soja dos EUA no início da temporada de exportação, um sinal de que Pequim está mais uma vez fazendo da agricultura parte de sua estratégia comercial contra Washington.
Dados do Departamento de Agricultura dos EUA mostram que a China não havia reservado uma única carga até 11 de setembro, quase duas semanas após o início da nova temporada de comercialização — a primeira vez em registros que remontam a 1999. No ano passado, os EUA representaram um quinto das importações de soja da China, no valor de mais de SU$ 12 bilhões, e respondendo por mais da metade do valor total das exportações de soja dos EUA.

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